quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Quem é o Arcanjo Gabriel?

Gabriel Arcanjo é o anunciador por excelência das revelações divinas


De todos os anjos, de todas as hierarquias, Gabriel, Rafael e Miguel são os únicos que a Igreja os reconhece pelos nomes e estão revelados na Sagrada Escritura. Os Arcanjos pertencem à terceira hierarquia (Principados, Arcanjos e Anjos) e são responsáveis por executar as ordens de Deus, por isso estão mais perto de nós.

Gabriel Arcanjo é o anunciador por excelência das revelações divinas. Seu nome significa “Emissário do Senhor” ou “Deus é meu protetor” ou ainda “Homem de Deus”. O Antigo Testamento já retrata sua presença trazendo boas novas da parte do Altíssimo, explicando a Daniel a visão que este profeta teve (cf. Dn 8, 16ss), e depois o destino favorável ao povo de Israel quando este estava no exílio (cf. Dn 9, 21ss).

No Novo Testamento, é Gabriel quem anuncia ao sacerdote Zacarias que Isabel, sua mulher, lhe daria um filho profeta: João Batista (cf. Lc 1, 13ss). Coube ainda ao Arcanjo Gabriel proclamar a maior notícia de todos os tempos para nós, seres humanos, a encarnação e o nascimento do Filho de Deus em nosso meio (cf. Lc 1, 26ss) para nos salvar.

Gabriel conhecedor dos mais profundos mistérios de Deus, foi quem anunciou a Maria que que ela era cheia de graças e a escolhida para ser a Mãe do Salvador. Pelas palavras do Arcanjo, Nossa Mãe e Senhora foi entendendo a ação do Espírito Santo nela e, assim, foi se preparando para sua missão. Também foi da saudação angélica, que temos hoje, uma das orações mais difundidas e queridas do catolicismo, a Ave-Maria “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo” (Lc 1, 28).

Então, diante de tudo isso, lhe pergunto: Você está precisando de boas novas vindas de Deus? Qual é a grande notícia que você aguarda ou que necessita para este tempo?

O próprio anjo diz sobre si mesmo: “Eu sou Gabriel, e estou sempre na presença de Deus. Eu fui enviado para falar contigo e anunciar-te esta boa nova” (Lc 1, 19). Creia nisso! Se você pedir, ele virá e comunicará o que Deus quer de você, pois é desejo do Senhor transmitir Seus planos a nós: “O Senhor não faz coisa alguma sem revelar seus planos aos profetas, seus servos” (Am 3, 7).

Deus quer entrar e interagir em sua vida, transmitindo-lhe sabedoria e discernimento, quer cuidar de você com carinho e amor. E para isso, usa de Seus mensageiros, os anjos. Como Arcanjo da revelação, Gabriel conhece a nossa realidade e os aspectos que nos envolvem.

Reze! E que as orações e devoções a este servo tão próximo do trono de Deus façam desprender do Céu uma chuva de promessas, profecias e mensagens do Senhor para sua vida! Que, a exemplo de Nossa Senhora e dos profetas, a força da revelação, proclamada por esse servo angélico, prepare e impulsione sua alma para a missão e as novidades que hão de vir.

São Gabriel Arcanjo, rogai por nós!

Sandro Arquejada
Comunidade Canção Nova

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O demônio pode até nos dar "presentes"

Não sabemos esperar e, muitas vezes, aceitamos “presentes” que até o demônio nos dá


Pai e mãe que amam põem rédeas e não dão tudo que os filhos querem. Assim é o Senhor, porque nos ama precisa pôr rédeas, limites, Ele sabe o que é bom e o que é mau. E por nos amar, faz algumas proibições e não nos dá qualquer coisa, até mesmo aquelas que achamos boas, como, por exemplo, um curso na faculdade, um emprego, pois Deus sabe se isso nos levará à salvação ou à perdição. E, muitas vezes, Ele não dá o que desejamos, não porque é mau, mas porque Ele sabe muito bem o resultado disso. Você achava que era uma boa coisa, mas o Senhor sabe que não o é, por isso não lhe dá.

Então, se você vai a algum pai de santo ou cigano para conseguir o que quer, como o namoro, o emprego e faz os trabalhos que eles mandam fazer, que são verdadeiros sacrifícios. Normalmente, utilizam pólvora, bebidas, degolação de galinha, coisas esquisitas, que até parecem nada. Esses sacrifícios são para os demônios. Certos absurdos, mas as pessoas fazem, porque querem aquilo e o príncipe deste mundo dá o que elas pedem, não porque é o “todo-poderoso”, mas porque é o príncipe deste mundo e abre muitas portas, lhes dá o curso, o casamento que não estavam conseguindo… Ele faz porque gosta de fazer a caricatura de Jesus e, muitas vezes, a pessoa é curada, mas não por Deus, mas sim, pelo demônio. E São Paulo grita: “Não quero que tenhais comunhão com o demônio”!

Você faz aquilo que eles mandam, consegue o que queria e daí para frente você fez uma aliança com o demônio; e se você não leva isso muito a sério, ele leva. Você faz um pacto com ele, você tem uma dívida com ele agora. E se você não faz o que ele quer, ele o persegue e lhe tira tudo e dá doenças piores que você tinha anteriormente.

Monsenhor Jonas Abib
Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Agir juntos e agir pelos outros, diz Papa Francisco

No último sábado, 12, a Sala Paulo VI hospedou um encontro festivo entre o Papa Francisco, funcionários, familiares e amigos do Banco de Crédito Cooperativo de Roma. O motivo da audiência é que “a Igreja conhece bem o valor das cooperativas, na raiz das quais estão sacerdotes, leigos engajados e comunidades animadas pelo espírito de solidariedade cristã”, como disse Francisco diante das 7 mil pessoas presentes.

Dirigindo-se aos participantes, o Papa pediu que continuem a ser um ‘motor’ no desenvolvimento das comunidades mais carentes, pensando principalmente nos jovens que estão sem trabalho.

Encorajou-os também a ser protagonistas na realização de novas propostas, a preocuparem-se sempre com a relação entre economia e justiça social, a facilitar a vida das famílias e a promover um uso social e solidário do dinheiro, “no estilo das verdadeiras cooperativas aonde o capital não comanda nos homens, mas os homens comandam no capital”.

Honestidade na globalização
Francisco acrescentou frisando que o fruto disto deve ser o crescimento da economia com honestidade, difundido e enraizando a honestidade em todo o ambiente. E enfim, é preciso participar ativamente da globalização, para que seja da solidariedade.

Com relação ao respeito das características específicas das cooperativas, o Papa lembrou que o desafio maior é crescer, favorecendo a participação dos sócios: “agir juntos e agir pelos outros”. Um banco cooperativo deve tentar humanizar a economia, ou seja, segundo Francisco, unir a eficiência com a solidariedade.

A subsidiariedade
Logo após, o Papa citou outra palavra importante na doutrina social: ‘subsidiariedade’, que quer dizer, unir as próprias forças para enfrentar os problemas com responsabilidade e ampliar os horizontes.

Ao concluir, Francisco incentivou o grupo a realizar iniciativas de cooperação, tornando-se um núcleo ao redor do qual construir uma grande rede para criar empresas que deem empregos, sustentem famílias, experimentem o microcrédito e outros modos de humanização da economia.

sábado, 12 de setembro de 2015

Todo homem é chamado por Deus a ser um guerreiro

O homem traz em si a agressividade, o impulso por batalhar, o coração de guerreiro


Nosso Deus é um Deus guerreiro. Essa é uma característica forte Nele e sua morte de Cruz comprova isto. Para se entregar da forma como Cristo se entregou só um verdadeiro herói poderia ir até o fim. Somos imagem e semelhança desse Deus e, nós homens, de forma especial, somos chamados por Deus a assumir o papel de guerreiros na luta por causas justas.

No primeiro livro de Samuel, capítulo 17, é dado início a história de Davi. Davi era o oitavo filho de Jessé, mais novo e menos preparado para ir à guerra, menos ainda para reinar sobre Israel. Ao ir até o acampamento do exército israelita, o jovem se depara com o Filisteu Golias que está amedrontando as tropas do Rei Saul, pois ninguém tinha coragem de lutar contra ele.

Este trecho da história Davi externaliza sua força, sua inteligência e disposição em lutar por aquilo que para ele é importante. Davi revela-se um guerreiro. Mas não um guerreiro qualquer, ele nos mostra que não basta a um homem ser forte, ele precisa usar sua força em causas nobres. Davi não entra na batalha para ser reconhecido, mas luta por seu povo e pela honra do seu Deus.

Hora da batalha

Jesus sabia muito bem quando deveria entrar em uma batalha e não temia usar sua força, se necessário. Quando está no templo de Jerusalém e se depara com um comércio montado, sua ação é expulsar todos e derrubar as mesas (Cf. Mt 21, 12). Jesus lutou pela casa de seu Pai, sua intenção era nos ensinar que há certas batalhas que o homem precisa travar. Da mesma forma, no capítulo 4 do Evangelho de São Lucas 14 – 30, Jesus está na sinagoga de Nazaré, no fim dessa leitura vemos que Jesus se retira do meio do povo que deseja lançá-Lo em um precipício. Um guerreiro sabe também evitar batalhas desnecessárias.

O homem traz em si a agressividade, o impulso por batalhar, o coração de guerreiro. Isso não é algo ruim, porém hoje não temos referências com quem possamos aprender a usar essa potência de forma positiva. Vemos esse dom perdendo o seu sentido e nossa sociedade está cheia de homens que se confundem em sua identidade, deixando-se dominar por prazeres e conquistas pequenas. Papa Bento XVI diz: “Deus veio ao mundo para despertar em nós a sede pelas grandes coisas”.

Ele precisa ter firme em sua mente que Deus deseja estar junto com ele nas batalhas. Mas, nos ensinam por aí que somos fracos, que não conseguimos. Como então encontrar um meio de usar nossa força de forma boa? O Pai quer nos treinar para isso, Ele quer nos dar motivos fortes para usarmos essa força, motivos nobres. O Salmo 144, 1 diz: “Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que treina minhas mãos para a batalha, meus dedos para o combate”. Sim, Deus quer nos treinar para usar a nossa força quando for preciso.
O homem tem desistido de suas batalhas e com isso toda a humanidade perde. Um casamento, por exemplo, é um motivo pelo qual todo homem precisa estar disposto a batalhar e assim também por seus filhos, amigos, por sua fé.

Legado de pai para filho

Na história da humanidade esse legado era transmitido de pais para filhos. Era com seu pai que um jovem aprendia como usar sua força. Houve uma ruptura nesse ciclo e os pais de hoje não sabem como ensinar seus garotos a assumirem seu papel de homem, pois também não tiveram esse aprendizado. A nós, cabe buscar em Deus a referência que precisamos. Deus é nosso Pai e Ele quer nos treinar, quer nos fazer homens com toda a potencialidade que Ele criou.

Para que possamos nos encontrar em nossa identidade masculina é preciso que, antes, nos encontremos no coração do Pai, no coração de Deus. Se, primeiro, provarmos da experiência de que somos filhos amados de Deus, poderemos assumir a nossa identidade e com isso retomar o ciclo de pais, que são verdadeiramente pais, e filhos que se sentem filhos.

Somente no coração de Deus conseguiremos encontrar o caminho que nos restituirá ao que realmente somos, homens guerreiros.

Paulo Pereira 
Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

5 histórias de Amor que você pode ler na Bíblia


Todo mundo vive em busca de amor. E muitos de nós, estamos à procura do grande amor, da pessoa que Deus nos reservou. E como é bom sonhar com isso, não? Mas, muitas vezes, não encontramos bons exemplos (à maneira cristã) nos livros de ficção ou filmes românticos que vemos por aí.

Para isso, vamos indicar 5 românticas histórias de amor que podem ser exemplo para você que está à procura, ou mesmo pra você que já encontrou um grande amor. Boa leitura!

1 - Sara e Tobias

- Leia em Tobias capítulos de 5 a 8.

Tobias é enviado por seu pai para recobrar um valor que fora emprestado a um homem que habitava Ragés, uma cidade distante. Para viagem, ele encontra como companheiro um jovem chamado Rafael, um anjo enviado por Deus, que mais tarde irá aconselhar Tobias a pedir Sara em casamento. No entanto, a jovem já havia se casado por sete vezes e em todas seus maridos morreram ainda na noite de núpcias. Será que Tobias vai vencer seu medo e se casar com Sara? Será que ele sobrevive à primeira noite?

2 – Raquel e Jacó

- Leia em Gênesis capítulos 29, 30, 1-24, e capítulo 35, 16-20.

Jacó estava à procura de seu tio Labão. E quando ainda perguntava sobre a localização de sua casa, avistou Raquel a pastorear ovelhas. Apaixonado pela filha de Labão, Jacó ofereceu-lhe sete anos de trabalho em troca da mão de Raquel. No entanto, no dia do casamento, Labão troca Raquel por Lia, sua filha mais velha, sem Jacó perceber. Você consegue imaginar qual a reação de Jacó e Raquel e o que eles fizeram?

3 – Rute e Booz

- Leia em Rute capítulos de 1 a 4.

Noêmi possuía dois filhos que eram casados. Sobreveio uma grande fome na terra e ambos os jovens morreram. Diante disso, Noêmi aconselhou suas noras a voltarem para casa de seus pais, mas Rute insistiu em acompanhar sua sogra. Foram então às terras de Booz, parente de Noêmi. Lá, a sogra aconselhou Rute a vestir suas melhores roupas, se perfumar e ir ao encontro de Booz. Será que ele se apaixona por ela?

4 – Ester e o rei Assuero

- Leia em Ester nos capítulos de 2 a 8.

O grande rei Assuero depois de destituir a rainha Vasti de seu posto por conta de desobediência, saiu à procura de uma nova mulher. No meio das jovens do reino, encontrou Ester, por quem se apaixonou profundamente. No entanto, Ester não contou a origem de sua família que era judaica. Depois de se tornar rainha, Assuero decreta morte ao povo judeu. E aí, será que Assuero vai manter a palavra ou o amor falará mais alto?

5 – Oséias e Gomer

- Leia em Oséias capítulos 1 e 2.

Oséias era um homem de Deus. Um dia o próprio Senhor lhe pediu que se casasse com uma mulher adúltera. Oséias desposou então Gomer, mas esta não conseguiu lhe ser fiel. Você imagina o que fez Oséias?

Jovens de Maria - A12.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Catequese: A Igreja Católica anula casamento?

- A Igreja Católica permite a nulidade dos casamentos?


Ao contrário do que muitos querem propor ou estão noticiando a respeito das mudanças propostas pelo Papa Francisco, em relação aos processos de nulidade do matrimônio, não houve e nem haverá uma mudança da doutrina da Igreja a respeito da indissolubilidade do matrimônio e também do divórcio.

A moral e a doutrina são imutáveis, pois não são de origem humana, mas divina. Nas mudanças de época e costumes, sempre se questiona sobre a validade de certas doutrinas e dos valores evangélicos. Será importante lembrar que as verdades da fé não são uma imposição da Igreja, mas vêm do coração de Deus e cabe à Igreja, como mãe e esposa do Cordeiro, ser a fiel zeladora e defensora destes mesmos valores e da verdade revelada.

- O casamento que não deu certo é inválido?

A Igreja sempre reconheceu que certos casamentos não preenchem as condições legais para serem considerados válidos. Para avaliar os diferentes casos e situações, os tribunais eclesiásticos foram estabelecidos e, após uma minuciosa avaliação do caso, em particular, determinam a sentença pela validade ou não daquele matrimônio. Porém, o pressuposto do casamento não ter dado certo não significa dizer que, necessariamente, o mesmo seja inválido. O fato é que a Igreja jamais anula um casamento legalmente válido, mas ela pode averiguar a possibilidade de decretar a nulidade de um matrimônio que, na verdade, não existiu.

- Facilitar o acesso dos fiéis ao tribunais eclesiásticos

A preocupação do Papa vem somar-se à angústia de muitos casais que querem uma resposta da Igreja sobre a possibilidade ou não de se declarar nula uma união conjugal anterior, e a mesma se protela e se prorroga por um prazo muito longo. Do outro lado, existe, muitas vezes, uma morosidade e uma falta de agilidade no julgamento destes mesmos processos. A Igreja deseja, então, que estes trâmites processuais facilitem o acesso dos fiéis aos tribunais eclesiásticos e que estes ajam de forma mais simplificada ao analisarem os processos que são de sua competência.

- Juízos mais simples serão resolvidos pelos bispos

Os decretos emitidos pelo Papa Francisco reforçam e solidificam a autoridade do bispo diocesano como autoridade moral e juiz em sentenças nas quais a palavra final cabe à sua definição. Os juízos mais simples, onde não existam dúvidas sobre o determinado caso, podem ser decididos pelo próprio bispo ou por um único juiz no menor prazo possível. Do outro lado, a Igreja deseja que estes processos não sejam onerosos para os fiéis e sejam facilitados ao máximo para que, em muitos casos, o acesso seja gratuito.

- A Igreja deseja favorecer ou estimular os processos de nulidade?

A Igreja não deseja favorecer e nem estimular os processos de nulidade matrimonial, mas agilizar o andamento dos mesmos para que a angústia e as “trevas da dúvida” não sejam prolongadas, e favorecer o cuidado, o esclarecimento para cada fiel sobre a sua real situação. A Igreja, como mãe, usará sempre da misericórdia para com seus filhos, sem contudo abrir mão da verdade, independentemente da situação. O valores essenciais do matrimônio precisam ser cada vez mais valorizados e os fiéis cada vez mais conscientizados sobre os compromissos inerentes à vida matrimonial, pois o primeiro trabalho a ser feito é formar casamentos mais sólidos para que recorram sempre menos aos processos de nulidade.

Padre Roger Araújo
Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Igrejas e instituições de "portas fechadas" são "museus", diz Papa

É necessária uma aliança entre família e paróquia para contrastar "os centros de poder ideológicos, financeiros e políticos" que hoje influenciam a vida social, afirmou Francisco durante a catequese desta quarta-feira (09), na praça de São Pedro, no Vaticano. O Papa refletiu sobre o vínculo entre a família e a comunidade cristã lembrando que a família é o local da nossa iniciação na comunidade.

Dando continuidade ao ciclo de catequeses dedicadas à família, o Pontífice analisou o "vínculo natural" da mesma com a comunidade cristã, e recordou que "a Igreja é uma família espiritual e a família é uma pequena Igreja". O próprio Jesus aprendeu a história humana percorrendo este caminho, refletiu.

“Nos Evangelhos, a assembleia de Jesus recebe a forma de uma família acolhedora, não de uma seita exclusiva. Jesus não deixa de acolher e falar com todos. É uma lição forte para a Igreja!”, prosseguiu. Nesse sentido, "é indispensável reavivar a aliança entre a família e a comunidade cristã", enfatizou.

Para Francisco, uma Igreja segundo o Evangelho só pode ter a forma de uma casa acolhedora, sempre com as portas abertas.

“As Igrejas e as instituições com as portas fechadas não devem se chamar igrejas, mas museus!”, expressou o Papa, que definiu esta aliança “crucial” contra os "centros de poder ideológicos, financeiros e políticos". As comunidades devem se tornar “centros de amor”, centros evangelizadores repletos de calor humano, sublinhou.

Para isso, é necessário uma fé generosa para reencontrar a inteligência e a coragem de renovar esta aliança. “As famílias às vezes hesitam”, constatou Francisco, dizendo que não estão à altura devido a fraturas, incapacidades, problemas ou desânimo.

"É verdade. Mas ninguém é digno, ninguém está à altura, ninguém tem forças! Sem a graça de Deus, não poderíamos nada. Tudo nos é dado gratuitamente. Se nos colocarmos em suas mãos, Ele nos faz realizar milagres", frisou.

Por isso, a comunidade cristã tem que fazer a sua parte, sublinhou. "As famílias têm que tomar a iniciativa e se sentirem responsáveis de oferecer seus preciosos dons à comunidade. A família e a paróquia devem realizar o milagre de uma vida mais comunitária para toda a sociedade"

Ao saudar os grupos presentes na Praça, o Papa citou os brasileiros provenientes de Santo André e de São Caetano do Sul.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Namoro: Um ensaio para o futuro

O namoro é, então, um ensaio, para que o casal esteja preparado para um futuro matrimônio

O namoro é uma das fases mais importantes da vida de um jovem, isso porque, nesse período, eles descobrem as alegrias e tristezas de um relacionamento a dois. O namoro é, então, um ensaio, para que o casal esteja preparado para um futuro matrimônio. Esse ”preparo” inclui a ideia de aceitar o outro de forma completa, de respeitar, inclusive, aquilo que não é agradável, mas que, em consequência do compromisso, foi assumido um tolerar e perdoar.

Isso significa que, além de ser maduro o suficiente para conviver e superar nossas falhas, também nos comprometemos a conviver e superar as falhas de quem quis trilhar esse caminho conosco. Se a vida do cristão é uma constante mudança para que nos pareçamos cada vez mais com Jesus, então, por qual razão nosso namoro não poderia fazer o mesmo? O maior problema dos namoros de hoje é que eles não têm um amadurecimento cristão e saudável; pelo contrário, têm destruído de maneira gritante a castidade, a pureza e a humildade, até mesmo o silêncio santo, as virtudes das quais a Virgem Maria é exemplo. E essas virtudes estão sendo esquecidas e transformadas em desgastes emocionais, que geram cicatrizes profundas na vida das pessoas. Muitas famílias não dão certo, não chegam a cumprir as promessas dos primeiros dias do casamento, pela falta de Jesus na vida do casal, pelo esquecimento dos votos que fizeram no altar; pois se isso tivesse sido bem firmado no namoro, haveria um amor mais sólido e duradouro.

Assumir um compromisso vai muito além das fotos a dois e das legendas de amor eterno; é necessário carinho, respeito, perdão, muita paciência e, principalmente, oração no cotidiano.

Muitos jovens sonham com um namoro surreal, aquele em que tudo é lindo e florido, cheio de encontros perfeitos com trilhas sonoras ao fundo. A realidade, meus irmãos, passa um pouco longe dessa fantasia.

Já dizia São Padre Pio de Pietrelcina: ” Quando amar, prepare-se para sofrer”. Essa máxima desse grande santo faz todo o sentido, pois o amor tem forte relação com o sofrimento. Fomos redimidos por um Homem do alto da cruz, que nos amou e sofreu por nós. Se Jesus sofreu, por que nós humanos errantes queremos nos privar disso? Amar exige sacrifícios, e se você não ama alguém a ponto de se sacrificar por essa pessoa, nem que for uma pequena parte do seu dia por ela, não leve esse relacionamento adiante. Jesus é a verdade e, por causa disso, a verdade sempre deve prevalecer, ou seja, se você está se deparando com um namoro destrutivo que o faz atuar, fingir e mentir, ser um personagem na vida do outro, logo não vale a pena continuar insistindo no mesmo ponto.

Lembrar que devemos ter esse pensamento no nosso namoro, para que não façamos opções equivocadas e venhamos a falhar com nossa futura família, seria portanto, uma forma simples de se evitar uma destruição maior dentro de um casamento, que é uma esfera muito mais sagrada, um sacramento.

Escolhas erradas geram histórias frustradas. Não se frustre! Lembre-se sempre de que todo o namoro nasceu para o término, ou seja, ou ele terminará no altar, dando lugar à vida sacramental do matrimônio, ou antes disso. É uma realidade dura, mas a verdade mais pura de se dizer.

Por fim, existem duas saídas: lutar pelo seu namoro, para que ele se transforme em uma aliança firme com Deus, seguindo o exemplo da Virgem Maria e de São José, ou ter de renunciar essa vida a dois, para que você possa aprender primeiramente a buscar a santidade como filho do Criador, para depois fazer o mesmo como casal. Se você conseguir colocar em prática o amor de Deus no seu namoro, sem dúvida o seu casamento terá grandes chances de perpetuar.
Fernando Henrique de Aguiar Souza

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Vocação Matrimonial: Alicerce do amor e construção de valores

Assim como Jesus abençoa um Sacerdote com um Sacramento especial, assim também abençoa o homem e a mulher que se unem para formar uma família. Para isso, Jesus instituiu o Sacramento do Matrimônio. Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne (Gn 2,24).

O matrimônio expressa o amor de Deus por seu povo. Assim como Cristo se entregou em sacrifício por amor à Igreja e permanece eternamente fiel a ela, do mesmo modo os esposos se entregam um ao outro totalmente, imitando o amor de Cristo. Ao criar o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, Deus concedeu a eles o dom de constituírem uma unidade a ponto de se tornarem uma só carne, ou seja, realizarem-se como pessoas na dinâmica da doação recíproca. É o chamado que Deus faz ao homem e a mulher para constituírem uma comunhão geradora de vida.

A partir de Cristo, o amor dos casais é elevado à graça de sacramento, isto é, se transforma em fonte de santificação e de salvação, um grande bem para a família, para os filhos e para toda a comunidade cristã.

A família, dentro do plano de Deus, é o lugar privilegiado para semear no coração do homem e da mulher os valores perenes, sejam eles espirituais ou civis. A vida e a história demonstram que é na família cristã que também se inicia a educação para o valor da vida humana.

A família, dentro do plano de Deus, é lugar privilegiado para semear no coração do homem e da mulher os valores perenes
“Os dois bens mais preciosos da humanidade, chamam-se: Família e matrimônio. Por isso, o futuro da humanidade passa pela família”. Papa João Paulo II

De 16 a 23 de agosto, acompanhe a 46ª Semana Vocacional pela Rede Aparecida de Comunicação.

Carlos Emílio 
Comunidade Católica Shalom

domingo, 2 de agosto de 2015

Catequese: A importância do Ofertório na Santa Missa

O Ofertório é um momento de grande importância da participação dos fiéis na Santa Missa


O ofertório, na sua totalidade, é uma oração feita por palavras ou por ações sacrificais. Pelo “Oremos” a Igreja convida os fiéis a se unirem – em oração e ao acompanhar as ações litúrgicas – ao presidente da Celebração Eucarística. Este reza e atua em nome do povo de Deus e convida a assembléia a rezar por si mesma a fim de crer na fé professada no símbolo apostólico (Credo), de modo a ser constante nela e a se oferecer em holocausto.

O canto do ofertório tem a função de acompanhar e solenizar a procissão na qual os fiéis apresentam as oferendas, pois Deus ama quem dá com alegria.

O canto deve se prolongar pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar. Pode utilizar-se a antífona com o respectivo salmo, que vem no Gradual Romano ou no Gradual simples, ou outro cântico apropriado à ação sagrada e ao caráter do dia ou do tempo litúrgico, cujo texto tenha a aprovação da Conferência Episcopal. O rito do ofertório pode ser sempre acompanhado de canto.

sábado, 1 de agosto de 2015

Agosto: Mês Vocacional

O mês de agosto foi instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na sua 19ª Assembleia Geral de 1981 como o mês vocacional. Oportunidade para tratar e rezar por todas as categorias de vocações da vida cristã; criar consciência vocacional e despertar todos os cristãos para suas responsabilidades na Igreja.

O termo vocação vem do verbo em latim vocare que significa chamar. Somos todos nós vocacionados, chamados por Deus à santidade. E a resposta a este chamado que Deus faz a cada um é dada através de vocações específicas. Dizemos que o vocacionado é uma pessoa que discerniu em si a vontade de Deus. É uma inclinação interna, que supõe um seguimento, uma resposta concreta de ação e vida.

No primeiro domingo, dedicamos ao ministério ordenado (bispos, padres e diáconos). Essa comemoração se deve ao fato de celebrarmos o dia de Santo Cura d’Ars, São João Maria Vianney, no dia 04, patrono dos padres, e, o dia de São Lourenço, diácono e mártir, no dia 10, patrono dos diáconos.

No segundo domingo, celebramos o Dia dos Pais, a vocação matrimonial. Junto com a esposa, o pai tem a missão de levar os filhos a Deus por meio da oração, ensinamento e vivência do Evangelho. Vivemos a Semana Nacional da Família e em alguns municípios a Semana Municipal da Família por iniciativa de Câmaras Municipais de Vereadores. A família é verdadeiramente um ‘Santuário de Vida’.

No terceiro domingo, recordamos a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e hoje também nas novas comunidades, motivados pela festa da Assunção de Maria ao céu, modelo de todos aqueles que dizem sim ao chamado de Deus para uma entrega total.

O quarto domingo de agosto é o Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença interna na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. Todos nós recordamos com gratidão os nossos catequistas. Rezemos para que neste tempo de implementação da catequese de iniciação cristã de inspiração catecumenal tenhamos animados(as) catequistas discípulos(as) missionários(as) do Senhor. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, festa de Cristo Rei.

Lembramos o ano em que o mês de agosto tiver cinco domingos, no quarto domingo são recordados todos os ministérios leigos e, no quinto, o dia do catequista.
Na Igreja, louvamos a Deus por todas as vocações! Percebemos a mão e a voz de Deus a nos chamar e conduzir. Que o Senhor nos ajude e ilumine e que cada um de nós descubra cada vez mais a beleza da vida cristã e do chamado que Deus nos faz para as diversas vocações e, em especial, para sermos santos! E que todos se unam às suas comunidades para orar por vocações ao longo do mês de agosto, cumprindo o mandato de Jesus: “Pedi ao Senhor da Messe que mande operários para a sua Vinha” (Mt 9,38). Trabalhemos na grande vinha do Senhor!

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena 
Bispo de Guarabira (PB)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

15 ensinamentos dos santos sobre a amizade

Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro!

Pode ser que muitos de nós sejamos ricos e ainda não nos demos conta. A Palavra de Deus já nos ensinava desde o Antigo Testamento: “Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão” (Eclo 6, 14-16).

Se Jesus, que é Deus, quis precisar de amigos para seguir sua caminhada neste mundo; imagine nós? O ser humano não pode viver como uma ilha. É como afirmou São João Bosco em sua famosa frase: “Deus nos colocou no mundo para os outros”. Uma grande verdade! Inclusive, podemos dizer até que a partir de Cristo, a amizade tomou um novo sentido, o amigo é aquele que descobriu o valor e a dignidade do irmão, à luz do Evangelho. Essa sincera amizade, no verdadeiro sentido humano e cristão, se propagou entre os primeiros cristãos refugiados nas catacumbas. A história da Igreja é marcada de exemplos de profundas amizades entre os santos padres, como São Basílio e São Gregório, entre os grandes santos, como São Francisco de Assis e Santa Clara, Santo Ambrósio e Santa Mônica e muitos outros.

Em um de seus belíssimos escritos, São Gregório Nazianzeno, um dos padres da Igreja, escreveu sobre seu amigo São Basílio, e nos explicou um pouco como viviam profundamente a amizade:

“Encontramo-nos em Atenas. Como o curso de um rio, que partindo da única fonte se divide em muitos braços, Basílio e eu nos tínhamos separado para buscar a sabedoria em diferentes regiões. Mas voltamos a nos reunir como se nos tivéssemos posto de acordo, sem dúvida porque Deus assim quis.

Nesta ocasião, eu não apenas admirava meu grande amigo Basílio vendo-lhe a seriedade de costumes e a maturidade e prudência de suas palavras, mas ainda tratava de persuadir a outros que não o conheciam tão bem a fazerem o mesmo. Logo começou a ser considerado por muitos que já conheciam sua reputação.


Que aconteceu então? Ele foi quase o único entre todos os que iam estudar em Atenas a ser dispensado da lei comum; e parecia ter alcançado maior estima do que comportava sua condição de novato. Este foi o prelúdio de nossa amizade, a centelha que fez surgir nossa intimidade; assim fomos tocados pelo amor mútuo.

Com o passar do tempo, confessamos um ao outro nosso desejo: a filosofia era o que almejávamos. Desde então éramos tudo um para o outro; morávamos juntos, fazíamos as refeições à mesma mesa, estávamos sempre de acordo aspirando os mesmos ideais e cultivando cada dia mais estreita e firmemente nossa amizade.

Movia-nos igual desejo de obter o que há de mais invejável: a ciência; no entanto, não tínhamos inveja, mas valorizávamos a emulação. Ambos lutávamos, não para ver quem tirava o primeiro lugar, mas para cedê-lo ao outro. Cada um considerava como própria a glória do outro.

Parecia que tínhamos uma só alma em dois corpos. E embora não se deva dar crédito àqueles que dizem que tudo se encontra em todas as coisas, no nosso caso podia se afirmar que de fato cada um se encontrava no outro e com o outro.


A única tarefa e objetivo de ambos era alcançar a virtude e viver para as esperanças futuras, de tal forma que, mesmo antes de partirmos desta vida, tivéssemos emigrado dela. Nesta perspectiva, organizamos toda a nossa vida e maneira de agir. Deixamo-nos conduzir pelos mandamentos divinos estimulando-nos mutuamente à prática da virtude. E, se não parecer presunção minha dizê-lo, éramos um para o outro a regra e o modelo para discernir o certo e o errado.

Assim como cada pessoa tem um sobrenome recebido de seus pais ou adquirido de si próprio, isto é, por causa da atividade ou orientação de sua vida, para nós a maior atividade e o maior nome era sermos realmente cristãos e como tal reconhecidos”. (Retirado do Ofício das Leituras- 02.01.15)

A verdadeira amizade, além de ser relação entre pessoas é ajuda mútua e caminho espiritual. Podemos perceber isso claramente na vida dos santos.

Em uma de suas catequeses o Papa Bento XVI destacou:

“Essa é uma característica dos santos: cultivam a amizade, porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e tem em si algo de divino, como Tomás mesmo explicou em algumas quaestiones da Summa Theologiae, na qual ele escreve: ‘A caridade é a amizade do homem com Deus em primeiro lugar, e com os seres que a Ele pertencem’”.

Conheça aqui 15 ensinamentos que os santos nos deixaram sobre a amizade:

Santo Agostinho
1-“Nem sempre o que é indulgente conosco é nosso amigo, nem o que nos castiga, nosso inimigo. São melhores as feridas causadas por um amigo que os falsos beijos de um inimigo. É melhor amar com severidade a enganar com suavidade”. 

Santo Agostinho

2-“Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás junto daquele com quem desejas permanecer para sempre.” 

Santo Agostinho

3-“Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que nossas duas almas fossem uma em dois corpos.” 

Santo Agostinho

4-“A amizade é tão verdadeira e tão vital, que nada mais santo e vantajoso pode-se desejar no mundo.”

Santo Agostinho

5-“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”. 

Santa Teresa D´Ávila

6-“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”. 

Santa Teresa D´Ávila

7-“A amizade, cuja fonte é Deus, não se esgota nunca.” 

Santa Catarina de Sena

8- “Qualquer amigo verdadeiro quer para seu amigo: 

1) que exista e viva; 
2) todos os bens; 
3) fazer-lhe o bem; 
4) deleitar-se com sua convivência; e 
5) finalmente compartilhar com ele suas alegrias e tristezas, vivendo com ele um só coração”. 
São Tomás de Aquino

9-“A amizade diminui a dor e a tristeza”. 
Santo Tomás de Aquino

10-“Quem com palavras, conversas e ações der escândalos, não é um amigo, mas um assassino de almas.” 
Beata Madre Teresa de Calcutá
São João Bosco

11-“Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade”. 
Beata Madre Teresa de Calcutá

12-“As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável”. 
Beata Madre Teresa de Calcutá

13-“Ama a todos os homens com um grande amor de caridade cristã, mas não traves amizade senão com aquelas pessoas cujo convívio te pode ser proveitoso; e quanto mais perfeitas forem estas relações, tanto mais perfeita será a tua amizade”. 
São Francisco de Sales

14-“No mundo é necessário que aqueles que se entregam à prática da virtude se unam por uma santa amizade, para mutuamente se animarem e conservarem nesses santos exercícios”. 
São Francisco de Sales

15-“Faz-nos tanto bem, quando sofremos, ter corações amigos, cujo eco responde a nossa dor”.
 Santa Teresa de Lisieux

Que possamos refletir: “Que tipo de amigo eu sou?”; e pedir ao Senhor que nos dê a graça de viver santas amizades.

Felipe Aquino
Comunidade Canção Nova

domingo, 26 de julho de 2015

São Joaquim e Sant'Ana, Rogai por nós!

No dia vinte e seis de julho, comemoração de São Joaquim e Sant'Ana, pais da Virgem Maria, fazemos festa para os avós, homens e mulheres com uma missão importante e essencial nas famílias e na sociedade. E o grande Papa Francisco, quando lhe perguntaram sobre os celulares com os quais jovens de todas as idades querem fazer "selfies" com ele, disse sentir-se bisavô! Nas Filipinas, foi chamado "Lolo Kiko" — ou seja, vovô Francisco. E recentemente, numa série de catequeses sobre a família, dedicou duas delas aos avós e aos idosos em geral, das quais recolhi ensinamentos que me apraz oferecer aos leitores (Cf. Catequeses do Papa Francisco nos dias quatro e onze de março de dois mil e quinze), em homenagem a tanta sabedoria que se esconde e se manifesta nos cabelos brancos.

Constata o Papa que, graças aos progressos da medicina, a vida prolongou-se, mas nossas sociedades não se organizaram suficientemente para deixar espaço aos idosos, com o justo respeito e a concreta consideração pela sua fragilidade e dignidade. Quando jovens, somos levados a ignorar a velhice, como se fosse uma enfermidade da qual nos devemos manter à distância; depois, quando envelhecemos, especialmente se somos pobres, doentes e sós, experimentamos as lacunas de uma sociedade programada sobre a eficácia que, consequentemente, ignora os idosos. Mas os idosos são uma riqueza, não podem ser ignorados!

No Ocidente, os estudiosos apresentam nosso século como o século do envelhecimento, pois os filhos diminuem e os anciãos aumentam. Este desequilíbrio é um grande desafio. Uma cultura do lucro insiste em fazer com que os idosos pareçam um peso, pois não só não produzem, mas chegam a ser uma carga, e devem ser descartados. Há algo de vil neste habituar-se à cultura do descartável. E nós nos habituamos a descartar as pessoas. Queremos remover o nosso elevado medo da debilidade e da vulnerabilidade; mas agindo deste modo, aumentamos nos anciãos a angústia de serem mal tolerados e até abandonados.

Conta o Papa: "Quando eu era criança, um dia a minha avó narrou-me a história de um avô que se sujava quando comia, porque não conseguia levar bem a colher de sopa à própria boca. E o filho, ou seja o pai de família, decidiu tirá-lo da mesa comum e mandou fazer-lhe uma mesinha na cozinha, onde não se via, para ali comer sozinho. Assim, não faria má figura quando os amigos viessem almoçar ou jantar. Poucos dias depois, chegou em casa e encontrou o seu filho pequeno brincando com um pedaço de madeira, um martelo e alguns pregos; construía algo, e o pai disse-lhe: 'Mas o que fazes? — Faço uma mesa, pai. — Uma mesa, por que? — Para que esteja pronta quando tu envelheceres, assim poderás comer aí!'. As crianças têm mais consciência que nós!"

Na tradição da Igreja, assim como em povos de nosso tempo com respeito cultivado aos mais velhos, existe uma bagagem de sabedoria que sempre sustentou a proximidade aos anciãos e seu acompanhamento. A raiz está na Sagrada Escritura: Esta tradição está arraigada na Sagrada Escritura: "Não desprezes alguém na sua velhice, pois nós também ficaremos velhos. Não te escape o que contam os velhos, pois eles o aprenderam de seus pais: deles aprenderás a inteligência e a arte de responder na hora oportuna" (Eclo 8, 7.11-12).

Impressionou-me a abertura de coração do Papa: "Nós, idosos, somos todos um pouco frágeis. No entanto, alguns são particularmente débeis, muitos vivem sozinhos, marcados por uma enfermidade. Outros dependem de curas indispensáveis e da atenção dos outros. Daremos por isso um passo atrás, abandonando-os ao seu destino? Uma sociedade sem proximidade, onde a gratuidade e o afago sem retribuição começam a desaparecer, é uma sociedade perversa. Fiel à Palavra de Deus, a Igreja não pode tolerar estas degenerações. Uma comunidade cristã em que a proximidade e a gratuidade deixassem de ser consideradas indispensáveis perderia juntamente com elas também a sua alma. Onde não há honra pelos idosos não há porvir para os jovens". E o Papa estimulou os sentimentos adequados a serem cultivados, a gratidão, o apreço e a hospitalidade, que levem as pessoas idosas a se sentirem parte viva da família e da comunidade.

Para ele, devemos despertar o sentido comunitário de gratidão, de apreço e de hospitalidade, que levem o idoso a sentir-se parte viva da sua comunidade, pois são homens e mulheres, pais e mães que antes de nós percorreram o nosso próprio caminho, estiveram na nossa mesma casa, combateram a nossa mesma batalha diária por uma vida digna. O idoso somos nós: daqui a pouco ou daqui a muito tempo, inevitavelmente, embora não pensemos nisto.

Ensina o Papa que o Senhor nos chama a segui-lo em todas as fases da vida. Para ele, a velhice é uma vocação! Ainda não chegou o momento de se resignar. Para ele, trata-se de delinear uma espiritualidade das pessoas idosas, e não faltam testemunhos de santos e santas idosos! No mês de outubro, pela primeira vez, simultaneamente, um casal de pais de família será canonizado, durante o Sínodo da Família. Trata-se dos pais de Santa Teresinha, Luís e Zélia Martin, exemplo de santidade vivida no matrimônio, que educaram os filhos no caminho da santidade. Em tempos de família em crise, justamente a santidade de um casal que percorreu exemplarmente os passos da fidelidade à própria vocação se torna um presente da Igreja ao mundo!

Ainda o Papa, falando sobre a família, oferece uma imagem muito bonita, tirada o Evangelho de São Lucas (Cf. Lc 2, 25-39): é a imagem de Simeão e Ana. Certamente eram idosos, o velho Simeão e a profetisa Ana, que tinha oitenta e quatro anos, uma mulher não escondia a sua idade! Todos os dias esperavam a vinda de Deus, havia muitos anos. Este era o seu compromisso: esperar o Senhor e rezar. Ao encontrarem Maria, José e o Menino, eles reconheceram o Menino e descobriram uma nova força, para uma renovada tarefa: dar graças e testemunhar este Sinal de Deus. Dar graças, interceder, purificar o coração pela oração! É a recomendação do Papa aos idosos. Precisamos de anciãos que orem, pois a velhice nos é oferecida precisamente para isto. A oração dos idosos é bonita! E como é bonito o encorajamento que o ancião consegue transmitir ao jovem em busca do sentido da fé e da vida! "Esta é verdadeiramente a missão dos avós, a vocação dos idosos! Como gostaria de uma Igreja que desafia a cultura do descartável com a alegria transbordante de um novo abraço entre jovens e idosos! E é isto, este abraço, que hoje peço ao Senhor", concluiu o Papa Francisco.

Confio à proteção de São Joaquim e de Sant'Ana o tesouro que são os avós na Igreja e na sociedade.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará

sábado, 25 de julho de 2015

JMJ Cracóvia 2016 abre inscrições online

No domingo (26), foram abertas as inscrições para a Jornada Mundial da Juventude de 2016 que acontecerá na capital da Polônia. O Comitê Organizador ativou o sistema, que foi desenvolvido em parceria com o Pontifício Conselho para os Leigos.

Para fazer a inscrição, é preciso acessar a página oficial da JMJ Cracóvia e clicar na opção “Participe”. Assim, os interessados serão redirecionados para o questionário de inscrição, que estará disponível em cinco idiomas: polonês, inglês, italiano, francês e espanhol.

O processo de inscrição será dividido em duas fases. Na primeira, serão registrados os macro grupos (até 5.000 participantes). Já na segunda, esses macro grupos serão divididos em sub-grupos (cada um até 150 no máximo).

É recomendável que os grupos estrangeiros, ao se registrarem, entrem em contato com os coordenadores da JMJ na Conferência Episcopal de seu país. As comunidades internacionais tais como: ordens, congregações, institutos ou movimentos devem se registrar independentemente através de seus centros nacionais ou internacionais.

No sistema de inscrição não há necessidade de fornecer detalhes de todos os peregrinos. Na segunda fase da inscrição aparecerão questões detalhadas sobre o responsável pelo subgrupo e seu substituto.

Para obter uma descrição completa do grupo, deve ser informada a quantidade de menores de idade (aqueles acima de 13 anos), pessoas com necessidades especiais e aqueles que necessitam de visto para visitar a Polônia. Para os dois últimos grupos, há questionários especiais para serem preenchidos.


Pacotes de Inscrição e Kit Peregrino
Os peregrinos registrados podem escolher diferentes pacotes, entre eles, para a semana inteira ou somente para o fim de semana. Dentro da taxa de inscrição, assim como foi feito na Jornada no Brasil, os participantes escolhem: refeições com acomodação, refeições sem acomodação, acomodação sem refeições ou nem acomodação e nem refeições.

É preciso se atentar de que todos os peregrinos dentro de um subgrupo precisão escolher os mesmos tipos de pacotes e o mesmo idioma para Catequese.

Todos os registrados receberão um kit peregrino, no qual eles poderão encontrar os materiais necessários para os eventos centrais, informações sobre a cidade, entre outros.

Inscrições de sacerdotes
Nesta edição, não haverá inscrição separadamente para padres. No entanto, na segunda fase do processo, será necessário informar os dados individuais de cada sacerdote do grupo junto com uma cópia da Declaração do Status Clerical assinada pelo respectivo bispo. O modelo desta declaração estará disponível no sistema para download.

Por que se inscrever?
O Comitê Organizador incentiva a todos que irão participar da JMJ a se registrarem. Os dados coletados no sistema de registro ajudarão na preparação logística, alimentação, acomodação, organização dos lugares onde acontecerão os eventos centrais, entre outros.

Do ponto de vista dos peregrinos, o registro no sistema, dependendo do pacote escolhido, é uma garantia de acomodação, deslocamento eficiente ao redor de Cracóvia, acesso aos eventos, comida durante a JMJ e um conjunto de informações necessárias para vivenciar esses dias incríveis da melhor maneira possível.

Catequese: O que a Igreja diz da Pílula do Dia Seguinte?

Infelizmente no Brasil já está sendo vendida a abortiva pílula do dia seguinte (PDS)


O Vaticano se pronunciou – por intermédio da Pontifícia Academia para a Vida – em uma esclarecedora “Declaração sobre a chamada “Pílula do dia seguinte” (PDS). Várias Conferências de Bispos de diversos países já se pronunciaram a respeito também. Nesta Declaração se afirma que: “a PDS é um produto químico, hormonal, que frequentemente é apresentada por muitos da área e pelos meios de comunicação de massa como um simples contraceptivo ou, como um ‘contraceptivo de emergência'”. E afirma que “sua ação NÃO é meramente ‘contraceptiva’, mas ‘abortiva’, uma vez que essa pílula tem um efeito ‘anti-implantação’, o que provoca o aborto”.

“Considerando que o uso deste produto diz respeito a bens e valores humanos fundamentais, a ponto de envolver as origens da própria vida humana, a Pontifícia Academia para a Vida sente a responsabilidade premente e a necessidade definitiva de oferecer alguns esclarecimentos e considerações sobre o assunto, reafirmando, além disso, as já bem conhecidas posições éticas sustentadas por precisos dados científicos e reforçadas pela Doutrina Católica”.

“A pílula do dia seguinte é um preparado à base de hormônios (pode conter estrogênio, estrogênio/progestogênio ou somente progestogênio) que, dentro de e não mais do que 72 horas após um ato sexual presumivelmente fértil, tem uma função predominantemente ‘anti-implantação’, isto é, impede que um possível ovo fertilizado (que é um embrião humano), agora no estágio deblástula de seu desenvolvimento (cinco a seis dias depois da fertilização) seja implantado na parede uterina por um processo de alteração da própria parede”.

É claro, então, que a comprovada ação “anti-implantação” da pílula do dia seguinte é realmente nada mais do que um aborto quimicamente induzido.

“Não é intelectualmente consistente, nem cientificamente justificável, dizer que não estamos tratando da mesma coisa. Além disso, parece suficientemente claro que aqueles que pedem ou oferecem essa pílula estão buscando a interrupção direta de uma possível gravidez já em progresso, da mesma forma que no caso do aborto. A gravidez, de fato, começa com a fertilização e não com a implantação do blastocisto na parede uterina, que é o que tem sido implicitamente sugerido”.

“Consequentemente, do ponto de vista ético, a mesma absoluta ilegalidade dos procedimentos abortivos também se aplica à distribuição, prescrição e uso da pílula do dia seguinte. Todos os que, compartilhando ou não a intenção, cooperam diretamente com esse procedimento, são também moralmente responsáveis por ele”.

“Finalmente, como tais procedimentos estão-se tornando mais disseminados, nós encorajamos fortemente a todos os que trabalham nesse setor a fazer uma firme ‘objeção de consciência moral’, o que gerará um testemunho prático e corajoso do valor inalienável da vida humana, especialmente em vista das novas formas ocultas de agressão contra os mais fracos e mais indefesos indivíduos, como é o caso de um embrião humano” (Cidade do Vaticano, 31 de outubro de 2000).

Assim, fica claro que nenhuma mulher católica pode usar esta pílula abortiva. É sabido que a PDS possui uma carga hormonal com cerca de 20 vezes a de uma pílula anticoncepcional. Segundo o Dr. Jerome Lejeune, o maior geneticista do século XX, que descobriu a Síndrome de Down, a PDS “é uma bomba hormonal no organismo da mulher” que faz muito mal.

O Código de Direito Canônico da Igreja apresenta como uma das causas de excomunhão “latae sententiae” (automática) a prática do aborto e também todos os que cooperam para que ele seja realizado.

De acordo com a Declaração do Vaticano, os cristãos não podem também produzir ou vender a pílula do dia seguinte por objeção de consciência.


Felipe Aquino
Comunidade Canção Nova