segunda-feira, 27 de julho de 2015

15 ensinamentos dos santos sobre a amizade

Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro!

Pode ser que muitos de nós sejamos ricos e ainda não nos demos conta. A Palavra de Deus já nos ensinava desde o Antigo Testamento: “Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão” (Eclo 6, 14-16).

Se Jesus, que é Deus, quis precisar de amigos para seguir sua caminhada neste mundo; imagine nós? O ser humano não pode viver como uma ilha. É como afirmou São João Bosco em sua famosa frase: “Deus nos colocou no mundo para os outros”. Uma grande verdade! Inclusive, podemos dizer até que a partir de Cristo, a amizade tomou um novo sentido, o amigo é aquele que descobriu o valor e a dignidade do irmão, à luz do Evangelho. Essa sincera amizade, no verdadeiro sentido humano e cristão, se propagou entre os primeiros cristãos refugiados nas catacumbas. A história da Igreja é marcada de exemplos de profundas amizades entre os santos padres, como São Basílio e São Gregório, entre os grandes santos, como São Francisco de Assis e Santa Clara, Santo Ambrósio e Santa Mônica e muitos outros.

Em um de seus belíssimos escritos, São Gregório Nazianzeno, um dos padres da Igreja, escreveu sobre seu amigo São Basílio, e nos explicou um pouco como viviam profundamente a amizade:

“Encontramo-nos em Atenas. Como o curso de um rio, que partindo da única fonte se divide em muitos braços, Basílio e eu nos tínhamos separado para buscar a sabedoria em diferentes regiões. Mas voltamos a nos reunir como se nos tivéssemos posto de acordo, sem dúvida porque Deus assim quis.

Nesta ocasião, eu não apenas admirava meu grande amigo Basílio vendo-lhe a seriedade de costumes e a maturidade e prudência de suas palavras, mas ainda tratava de persuadir a outros que não o conheciam tão bem a fazerem o mesmo. Logo começou a ser considerado por muitos que já conheciam sua reputação.


Que aconteceu então? Ele foi quase o único entre todos os que iam estudar em Atenas a ser dispensado da lei comum; e parecia ter alcançado maior estima do que comportava sua condição de novato. Este foi o prelúdio de nossa amizade, a centelha que fez surgir nossa intimidade; assim fomos tocados pelo amor mútuo.

Com o passar do tempo, confessamos um ao outro nosso desejo: a filosofia era o que almejávamos. Desde então éramos tudo um para o outro; morávamos juntos, fazíamos as refeições à mesma mesa, estávamos sempre de acordo aspirando os mesmos ideais e cultivando cada dia mais estreita e firmemente nossa amizade.

Movia-nos igual desejo de obter o que há de mais invejável: a ciência; no entanto, não tínhamos inveja, mas valorizávamos a emulação. Ambos lutávamos, não para ver quem tirava o primeiro lugar, mas para cedê-lo ao outro. Cada um considerava como própria a glória do outro.

Parecia que tínhamos uma só alma em dois corpos. E embora não se deva dar crédito àqueles que dizem que tudo se encontra em todas as coisas, no nosso caso podia se afirmar que de fato cada um se encontrava no outro e com o outro.


A única tarefa e objetivo de ambos era alcançar a virtude e viver para as esperanças futuras, de tal forma que, mesmo antes de partirmos desta vida, tivéssemos emigrado dela. Nesta perspectiva, organizamos toda a nossa vida e maneira de agir. Deixamo-nos conduzir pelos mandamentos divinos estimulando-nos mutuamente à prática da virtude. E, se não parecer presunção minha dizê-lo, éramos um para o outro a regra e o modelo para discernir o certo e o errado.

Assim como cada pessoa tem um sobrenome recebido de seus pais ou adquirido de si próprio, isto é, por causa da atividade ou orientação de sua vida, para nós a maior atividade e o maior nome era sermos realmente cristãos e como tal reconhecidos”. (Retirado do Ofício das Leituras- 02.01.15)

A verdadeira amizade, além de ser relação entre pessoas é ajuda mútua e caminho espiritual. Podemos perceber isso claramente na vida dos santos.

Em uma de suas catequeses o Papa Bento XVI destacou:

“Essa é uma característica dos santos: cultivam a amizade, porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e tem em si algo de divino, como Tomás mesmo explicou em algumas quaestiones da Summa Theologiae, na qual ele escreve: ‘A caridade é a amizade do homem com Deus em primeiro lugar, e com os seres que a Ele pertencem’”.

Conheça aqui 15 ensinamentos que os santos nos deixaram sobre a amizade:

Santo Agostinho
1-“Nem sempre o que é indulgente conosco é nosso amigo, nem o que nos castiga, nosso inimigo. São melhores as feridas causadas por um amigo que os falsos beijos de um inimigo. É melhor amar com severidade a enganar com suavidade”. 

Santo Agostinho

2-“Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás junto daquele com quem desejas permanecer para sempre.” 

Santo Agostinho

3-“Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que nossas duas almas fossem uma em dois corpos.” 

Santo Agostinho

4-“A amizade é tão verdadeira e tão vital, que nada mais santo e vantajoso pode-se desejar no mundo.”

Santo Agostinho

5-“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”. 

Santa Teresa D´Ávila

6-“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”. 

Santa Teresa D´Ávila

7-“A amizade, cuja fonte é Deus, não se esgota nunca.” 

Santa Catarina de Sena

8- “Qualquer amigo verdadeiro quer para seu amigo: 

1) que exista e viva; 
2) todos os bens; 
3) fazer-lhe o bem; 
4) deleitar-se com sua convivência; e 
5) finalmente compartilhar com ele suas alegrias e tristezas, vivendo com ele um só coração”. 
São Tomás de Aquino

9-“A amizade diminui a dor e a tristeza”. 
Santo Tomás de Aquino

10-“Quem com palavras, conversas e ações der escândalos, não é um amigo, mas um assassino de almas.” 
Beata Madre Teresa de Calcutá
São João Bosco

11-“Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade”. 
Beata Madre Teresa de Calcutá

12-“As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável”. 
Beata Madre Teresa de Calcutá

13-“Ama a todos os homens com um grande amor de caridade cristã, mas não traves amizade senão com aquelas pessoas cujo convívio te pode ser proveitoso; e quanto mais perfeitas forem estas relações, tanto mais perfeita será a tua amizade”. 
São Francisco de Sales

14-“No mundo é necessário que aqueles que se entregam à prática da virtude se unam por uma santa amizade, para mutuamente se animarem e conservarem nesses santos exercícios”. 
São Francisco de Sales

15-“Faz-nos tanto bem, quando sofremos, ter corações amigos, cujo eco responde a nossa dor”.
 Santa Teresa de Lisieux

Que possamos refletir: “Que tipo de amigo eu sou?”; e pedir ao Senhor que nos dê a graça de viver santas amizades.

Felipe Aquino
Comunidade Canção Nova

domingo, 26 de julho de 2015

São Joaquim e Sant'Ana, Rogai por nós!

No dia vinte e seis de julho, comemoração de São Joaquim e Sant'Ana, pais da Virgem Maria, fazemos festa para os avós, homens e mulheres com uma missão importante e essencial nas famílias e na sociedade. E o grande Papa Francisco, quando lhe perguntaram sobre os celulares com os quais jovens de todas as idades querem fazer "selfies" com ele, disse sentir-se bisavô! Nas Filipinas, foi chamado "Lolo Kiko" — ou seja, vovô Francisco. E recentemente, numa série de catequeses sobre a família, dedicou duas delas aos avós e aos idosos em geral, das quais recolhi ensinamentos que me apraz oferecer aos leitores (Cf. Catequeses do Papa Francisco nos dias quatro e onze de março de dois mil e quinze), em homenagem a tanta sabedoria que se esconde e se manifesta nos cabelos brancos.

Constata o Papa que, graças aos progressos da medicina, a vida prolongou-se, mas nossas sociedades não se organizaram suficientemente para deixar espaço aos idosos, com o justo respeito e a concreta consideração pela sua fragilidade e dignidade. Quando jovens, somos levados a ignorar a velhice, como se fosse uma enfermidade da qual nos devemos manter à distância; depois, quando envelhecemos, especialmente se somos pobres, doentes e sós, experimentamos as lacunas de uma sociedade programada sobre a eficácia que, consequentemente, ignora os idosos. Mas os idosos são uma riqueza, não podem ser ignorados!

No Ocidente, os estudiosos apresentam nosso século como o século do envelhecimento, pois os filhos diminuem e os anciãos aumentam. Este desequilíbrio é um grande desafio. Uma cultura do lucro insiste em fazer com que os idosos pareçam um peso, pois não só não produzem, mas chegam a ser uma carga, e devem ser descartados. Há algo de vil neste habituar-se à cultura do descartável. E nós nos habituamos a descartar as pessoas. Queremos remover o nosso elevado medo da debilidade e da vulnerabilidade; mas agindo deste modo, aumentamos nos anciãos a angústia de serem mal tolerados e até abandonados.

Conta o Papa: "Quando eu era criança, um dia a minha avó narrou-me a história de um avô que se sujava quando comia, porque não conseguia levar bem a colher de sopa à própria boca. E o filho, ou seja o pai de família, decidiu tirá-lo da mesa comum e mandou fazer-lhe uma mesinha na cozinha, onde não se via, para ali comer sozinho. Assim, não faria má figura quando os amigos viessem almoçar ou jantar. Poucos dias depois, chegou em casa e encontrou o seu filho pequeno brincando com um pedaço de madeira, um martelo e alguns pregos; construía algo, e o pai disse-lhe: 'Mas o que fazes? — Faço uma mesa, pai. — Uma mesa, por que? — Para que esteja pronta quando tu envelheceres, assim poderás comer aí!'. As crianças têm mais consciência que nós!"

Na tradição da Igreja, assim como em povos de nosso tempo com respeito cultivado aos mais velhos, existe uma bagagem de sabedoria que sempre sustentou a proximidade aos anciãos e seu acompanhamento. A raiz está na Sagrada Escritura: Esta tradição está arraigada na Sagrada Escritura: "Não desprezes alguém na sua velhice, pois nós também ficaremos velhos. Não te escape o que contam os velhos, pois eles o aprenderam de seus pais: deles aprenderás a inteligência e a arte de responder na hora oportuna" (Eclo 8, 7.11-12).

Impressionou-me a abertura de coração do Papa: "Nós, idosos, somos todos um pouco frágeis. No entanto, alguns são particularmente débeis, muitos vivem sozinhos, marcados por uma enfermidade. Outros dependem de curas indispensáveis e da atenção dos outros. Daremos por isso um passo atrás, abandonando-os ao seu destino? Uma sociedade sem proximidade, onde a gratuidade e o afago sem retribuição começam a desaparecer, é uma sociedade perversa. Fiel à Palavra de Deus, a Igreja não pode tolerar estas degenerações. Uma comunidade cristã em que a proximidade e a gratuidade deixassem de ser consideradas indispensáveis perderia juntamente com elas também a sua alma. Onde não há honra pelos idosos não há porvir para os jovens". E o Papa estimulou os sentimentos adequados a serem cultivados, a gratidão, o apreço e a hospitalidade, que levem as pessoas idosas a se sentirem parte viva da família e da comunidade.

Para ele, devemos despertar o sentido comunitário de gratidão, de apreço e de hospitalidade, que levem o idoso a sentir-se parte viva da sua comunidade, pois são homens e mulheres, pais e mães que antes de nós percorreram o nosso próprio caminho, estiveram na nossa mesma casa, combateram a nossa mesma batalha diária por uma vida digna. O idoso somos nós: daqui a pouco ou daqui a muito tempo, inevitavelmente, embora não pensemos nisto.

Ensina o Papa que o Senhor nos chama a segui-lo em todas as fases da vida. Para ele, a velhice é uma vocação! Ainda não chegou o momento de se resignar. Para ele, trata-se de delinear uma espiritualidade das pessoas idosas, e não faltam testemunhos de santos e santas idosos! No mês de outubro, pela primeira vez, simultaneamente, um casal de pais de família será canonizado, durante o Sínodo da Família. Trata-se dos pais de Santa Teresinha, Luís e Zélia Martin, exemplo de santidade vivida no matrimônio, que educaram os filhos no caminho da santidade. Em tempos de família em crise, justamente a santidade de um casal que percorreu exemplarmente os passos da fidelidade à própria vocação se torna um presente da Igreja ao mundo!

Ainda o Papa, falando sobre a família, oferece uma imagem muito bonita, tirada o Evangelho de São Lucas (Cf. Lc 2, 25-39): é a imagem de Simeão e Ana. Certamente eram idosos, o velho Simeão e a profetisa Ana, que tinha oitenta e quatro anos, uma mulher não escondia a sua idade! Todos os dias esperavam a vinda de Deus, havia muitos anos. Este era o seu compromisso: esperar o Senhor e rezar. Ao encontrarem Maria, José e o Menino, eles reconheceram o Menino e descobriram uma nova força, para uma renovada tarefa: dar graças e testemunhar este Sinal de Deus. Dar graças, interceder, purificar o coração pela oração! É a recomendação do Papa aos idosos. Precisamos de anciãos que orem, pois a velhice nos é oferecida precisamente para isto. A oração dos idosos é bonita! E como é bonito o encorajamento que o ancião consegue transmitir ao jovem em busca do sentido da fé e da vida! "Esta é verdadeiramente a missão dos avós, a vocação dos idosos! Como gostaria de uma Igreja que desafia a cultura do descartável com a alegria transbordante de um novo abraço entre jovens e idosos! E é isto, este abraço, que hoje peço ao Senhor", concluiu o Papa Francisco.

Confio à proteção de São Joaquim e de Sant'Ana o tesouro que são os avós na Igreja e na sociedade.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará

sábado, 25 de julho de 2015

JMJ Cracóvia 2016 abre inscrições online

No domingo (26), foram abertas as inscrições para a Jornada Mundial da Juventude de 2016 que acontecerá na capital da Polônia. O Comitê Organizador ativou o sistema, que foi desenvolvido em parceria com o Pontifício Conselho para os Leigos.

Para fazer a inscrição, é preciso acessar a página oficial da JMJ Cracóvia e clicar na opção “Participe”. Assim, os interessados serão redirecionados para o questionário de inscrição, que estará disponível em cinco idiomas: polonês, inglês, italiano, francês e espanhol.

O processo de inscrição será dividido em duas fases. Na primeira, serão registrados os macro grupos (até 5.000 participantes). Já na segunda, esses macro grupos serão divididos em sub-grupos (cada um até 150 no máximo).

É recomendável que os grupos estrangeiros, ao se registrarem, entrem em contato com os coordenadores da JMJ na Conferência Episcopal de seu país. As comunidades internacionais tais como: ordens, congregações, institutos ou movimentos devem se registrar independentemente através de seus centros nacionais ou internacionais.

No sistema de inscrição não há necessidade de fornecer detalhes de todos os peregrinos. Na segunda fase da inscrição aparecerão questões detalhadas sobre o responsável pelo subgrupo e seu substituto.

Para obter uma descrição completa do grupo, deve ser informada a quantidade de menores de idade (aqueles acima de 13 anos), pessoas com necessidades especiais e aqueles que necessitam de visto para visitar a Polônia. Para os dois últimos grupos, há questionários especiais para serem preenchidos.


Pacotes de Inscrição e Kit Peregrino
Os peregrinos registrados podem escolher diferentes pacotes, entre eles, para a semana inteira ou somente para o fim de semana. Dentro da taxa de inscrição, assim como foi feito na Jornada no Brasil, os participantes escolhem: refeições com acomodação, refeições sem acomodação, acomodação sem refeições ou nem acomodação e nem refeições.

É preciso se atentar de que todos os peregrinos dentro de um subgrupo precisão escolher os mesmos tipos de pacotes e o mesmo idioma para Catequese.

Todos os registrados receberão um kit peregrino, no qual eles poderão encontrar os materiais necessários para os eventos centrais, informações sobre a cidade, entre outros.

Inscrições de sacerdotes
Nesta edição, não haverá inscrição separadamente para padres. No entanto, na segunda fase do processo, será necessário informar os dados individuais de cada sacerdote do grupo junto com uma cópia da Declaração do Status Clerical assinada pelo respectivo bispo. O modelo desta declaração estará disponível no sistema para download.

Por que se inscrever?
O Comitê Organizador incentiva a todos que irão participar da JMJ a se registrarem. Os dados coletados no sistema de registro ajudarão na preparação logística, alimentação, acomodação, organização dos lugares onde acontecerão os eventos centrais, entre outros.

Do ponto de vista dos peregrinos, o registro no sistema, dependendo do pacote escolhido, é uma garantia de acomodação, deslocamento eficiente ao redor de Cracóvia, acesso aos eventos, comida durante a JMJ e um conjunto de informações necessárias para vivenciar esses dias incríveis da melhor maneira possível.

Catequese: O que a Igreja diz da Pílula do Dia Seguinte?

Infelizmente no Brasil já está sendo vendida a abortiva pílula do dia seguinte (PDS)


O Vaticano se pronunciou – por intermédio da Pontifícia Academia para a Vida – em uma esclarecedora “Declaração sobre a chamada “Pílula do dia seguinte” (PDS). Várias Conferências de Bispos de diversos países já se pronunciaram a respeito também. Nesta Declaração se afirma que: “a PDS é um produto químico, hormonal, que frequentemente é apresentada por muitos da área e pelos meios de comunicação de massa como um simples contraceptivo ou, como um ‘contraceptivo de emergência'”. E afirma que “sua ação NÃO é meramente ‘contraceptiva’, mas ‘abortiva’, uma vez que essa pílula tem um efeito ‘anti-implantação’, o que provoca o aborto”.

“Considerando que o uso deste produto diz respeito a bens e valores humanos fundamentais, a ponto de envolver as origens da própria vida humana, a Pontifícia Academia para a Vida sente a responsabilidade premente e a necessidade definitiva de oferecer alguns esclarecimentos e considerações sobre o assunto, reafirmando, além disso, as já bem conhecidas posições éticas sustentadas por precisos dados científicos e reforçadas pela Doutrina Católica”.

“A pílula do dia seguinte é um preparado à base de hormônios (pode conter estrogênio, estrogênio/progestogênio ou somente progestogênio) que, dentro de e não mais do que 72 horas após um ato sexual presumivelmente fértil, tem uma função predominantemente ‘anti-implantação’, isto é, impede que um possível ovo fertilizado (que é um embrião humano), agora no estágio deblástula de seu desenvolvimento (cinco a seis dias depois da fertilização) seja implantado na parede uterina por um processo de alteração da própria parede”.

É claro, então, que a comprovada ação “anti-implantação” da pílula do dia seguinte é realmente nada mais do que um aborto quimicamente induzido.

“Não é intelectualmente consistente, nem cientificamente justificável, dizer que não estamos tratando da mesma coisa. Além disso, parece suficientemente claro que aqueles que pedem ou oferecem essa pílula estão buscando a interrupção direta de uma possível gravidez já em progresso, da mesma forma que no caso do aborto. A gravidez, de fato, começa com a fertilização e não com a implantação do blastocisto na parede uterina, que é o que tem sido implicitamente sugerido”.

“Consequentemente, do ponto de vista ético, a mesma absoluta ilegalidade dos procedimentos abortivos também se aplica à distribuição, prescrição e uso da pílula do dia seguinte. Todos os que, compartilhando ou não a intenção, cooperam diretamente com esse procedimento, são também moralmente responsáveis por ele”.

“Finalmente, como tais procedimentos estão-se tornando mais disseminados, nós encorajamos fortemente a todos os que trabalham nesse setor a fazer uma firme ‘objeção de consciência moral’, o que gerará um testemunho prático e corajoso do valor inalienável da vida humana, especialmente em vista das novas formas ocultas de agressão contra os mais fracos e mais indefesos indivíduos, como é o caso de um embrião humano” (Cidade do Vaticano, 31 de outubro de 2000).

Assim, fica claro que nenhuma mulher católica pode usar esta pílula abortiva. É sabido que a PDS possui uma carga hormonal com cerca de 20 vezes a de uma pílula anticoncepcional. Segundo o Dr. Jerome Lejeune, o maior geneticista do século XX, que descobriu a Síndrome de Down, a PDS “é uma bomba hormonal no organismo da mulher” que faz muito mal.

O Código de Direito Canônico da Igreja apresenta como uma das causas de excomunhão “latae sententiae” (automática) a prática do aborto e também todos os que cooperam para que ele seja realizado.

De acordo com a Declaração do Vaticano, os cristãos não podem também produzir ou vender a pílula do dia seguinte por objeção de consciência.


Felipe Aquino
Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Vocação Cristã: A serviço do Reino



A cada homem, o Senhor reserva um chamado especial. Afinal, Ele nos conhece por inteiro, até as profundezas e sabe exatamente o que pode nos realizar no mais íntimo.

Toda pessoa carrega consigo um imenso dom muito simples, mas pelo qual devemos agradecer todo dia: a vida. Com ela está a porta da nossa fé, aberta pelo sacramento do batismo: ser Cristã
Esse desejo de felicidade plena é saciado dentro do plano de Deus, e o Espírito Santo nos anima a seguir no melhor caminho para que consigamos viver a alegria que só o amor de Deus pode nos dar. Tal caminho pode ser esclarecido pela nossa vocação. Você já se perguntou qual é a sua?

Ao ouvir falar de vocação podemos imaginar que isso é coisa de quem quer ser padre, freira ou religioso.

Grande engano. Toda pessoa carrega consigo um imenso dom muito simples, mas pelo qual devemos agradecer todo dia: a vida. Com ela está a porta da nossa fé, aberta pelo sacramento do batismo: Ser Cristão! Todos são pensados por Deus assim, como seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como católicos, todos aqueles que se decidem por abraçar essa vocação cristã e torná-la presente nos seus ambientes de estudo, de trabalho e mesmo no ambiente familiar são chamados de leigos.

Na verdade, tal vocação também é a base de qualquer outro chamado específico que uma pessoa possa descobrir que possui, seja esse um chamado à vida sacerdotal, à vida religiosa, matrimonial ou à vida missionária em geral, pois até famílias e leigos podem ser chamados à vida consagrada e à missão.

De 16 a 23 de agosto, acompanhe a 46ª Semana Vocacional pela Rede Aparecida de Comunicação.

Hugo Mendes da Silva
Comunidade Católica Shalom

O Caminho para o namoro santo

O caminho para um namoro santo exige maturação, renúncia, espera e paciência


É maravilhosa a essência do amor em todas as suas faces, mas essa experiência perfeita se torna delicada e negativa quando se desvirtua de sua realeza. Amar é dom de Deus e por isso é uma experiência tão perfeita.

Amar é um exercício complexo e encantador, no qual deixamos de viver exclusivamente o nosso tempo para entrar, esperar e compreender o tempo de alguém. E aí temos de perceber a profundidade desse sentimento; amar é, sim, entrar no tempo do outro, é entender, perdoar, estar ao lado sempre, mas não é apoderar-se das vontades alheias nem possuir as rédeas da vida do outro.

Um amor verdadeiro não afasta as pessoas, mas as aproxima; não atropela as etapas que devem ser respeitadas. Não pertencemos a ninguém, não somos propriedade ou objetos de satisfação pessoal; o namoro é, antes de tudo, momento de conhecimento. Somos templo do Espírito Santo de Deus, pertencemos somente a Ele. Amar não é acorrentar, ao contrário é libertar o outro para um mundo diferente do isolamento, da autossuficiência.

Como diz padre Fábio de Melo, “Amor humano é devolução, é restituição. E aquele que aceita qualquer coisa, também será deixado por qualquer coisa”. Somos filhos do céu, filhos da luz, merecemos o Amor em sua mais fiel essência e pureza, não podemos nos contentar com migalhas, fantasias passageiras, promessas imaturas e impensadas. Amar exige maturação, exige renúncia, espera e paciência. É saber entrar no tempo do outro e, acima de tudo, saber permitir que o outro entre em nosso tempo quando isso, de fato, valer a pena.

Diante disso, procure um amor de verdade, diferente daquele que lhe manda flores, envia mensagens e cartões apaixonados; procure um amor que seja muito mais do que isso! Procure um amor que o ajude na caminhada árdua para chegar onde todos nós devemos ir: ao céu!

Um amor que ache seu terço, a pulseira mais bela, seu escapulário, o seu colar mais lindo, que veja nas suas roupas (avessas ao que o mundo prega) um sinal de pureza e integridade e a ache a mulher mais bela do mundo! Compreenda que, na hora da missão, a rasteirinha toma o lugar do salto alto, que o Evangelho é o mais lindo batom que deve sempre estar em seus lábios e encontre, no seu olhar de compaixão aos irmãos, o brilho mais bonito!

Aquele que entenda que as músicas ouvidas por você são sinal de oração e ligação profunda com o seu Maior Amado: Deus; compreenda que a Missa diária não é loucura ou fanatismo, mas uma necessidade; saiba que a sua Bíblia é o que nunca falta na sua bolsa! Aquele que compreenda sua vocação e a ajude a seguir nesta vontade do Pai!

Procure um amor que entenda a importância da adoração ao Santíssimo Sacramento, muito mais que um encontro de vocês! Que veja, nos retiros e congressos, pontes que poderão levá-los ao Eterno, e não se importe em adiar passeios e viagens por isso! Acredite que a castidade é o único caminho para um namoro santo e um matrimônio enraizado na fé!

Que sejam assim, desde o início, o nosso relacionamento, baseados em princípios e valores da Palavra de Deus e nos mandamentos da Igreja, é verdade que, nem assim, serão perfeitos; sempre passarão por dificuldades, mas é mais certo ainda que estarão no caminho certo, afinal estaremos construindo em rocha firme, portanto, nada poderá derrubar o que vêm de Deus! Por mais difícil que pareça, creia que Deus está preparando seu amado! Paz e Bem!


Giselle Ferreira
Membro da Comunidade Mariana Boa Semente – Quixeramobim/CE

domingo, 19 de julho de 2015

Protegidos por São Cristóvão

Festa em honra a São Cristóvão na comunidade de Bela Vista! Do dia 22 a 25 de Julho!

Nas próximas semanas, muitos motoristas irão se reunir em procissões com o intuito de pedir a São Cristóvão proteção para suas viagens. O que desejamos, é que tudo isto seja feito na consciência da responsabilidade que cabe aos motoristas no exercício da sua profissão, seja isso transportando pessoas ou mercadorias.

Cristóvão, conforme a tradição, era um homem muito forte e, ao se converter ao cristianismo resolveu colocar-se a serviço dos semelhantes. Aconselhado por um ermitão, dedicou-se a transportar pessoas de um lado ao outro do rio. Em uma noite de tempestade, um menino lhe pediu o favor de levá-lo para a outra margem. Sentindo o peso nos ombros, teve a revelação de que estava transportando nas costas o Redentor do Mundo. Por isso, ao invocar São Cristóvão como protetor, os motoristas manifestam o desejo de reconhecerem o rosto de Cristo em cada passageiro e em cada pessoa que cruza pelo seu caminho.

Todos nós conhecemos os perigos que acompanham os motoristas. As estradas nem sempre estão em suas melhores condições de trafegabilidade e os sinais de trânsito muitas vezes são desrespeitados. Além disso, existe também uma preocupação com os roubos e assaltos, que, infelizmente, se alastram na medida em que cresce o desemprego e aumenta a sensação de impunidade. Mas existem também coisas que dizem relação à cultura dos motoristas.

Assim, as pessoas se acostumaram a respeitar as leis do trânsito só “para não pegar multa”. Assim, para muitos, “se existe a certeza de que não tem polícia e nem pardal no caminho pode-se exceder o limite da velocidade que não dá em nada”. Ou também, se existe a garantia de que “não vai ter polícia no caminho pode-se tomar cerveja sem nenhum problema”. Mostramos, com isso, que a nossa preocupação é exclusivamente econômica e não nos importam as vidas que podem ser ceifadas e as pessoas que podem ser condenadas a uma eterna paralisia. Até torcemos para que nada nos aconteça, mas continuamos a usar nossos carros de forma irresponsável. Não nos damos conta de que, ao infringirmos as leis que foram feitas para reduzir os números de acidentes, aumentam as chances para que os mesmos venham a acontecer.

Que as comemorações de São Cristóvão sirvam para conscientizar os motoristas sobre a sua responsabilidade na direção de carros, caminhões, motos e tratores. Vamos pedir a São Cristóvão que viaje junto conosco e nos ajude a proteger as vidas que nos são confiadas. Peçamos também a ele a graça de reconhecer, em cada passageiro o menino Jesus que ele carregou em seus braços. Assim, com mais probabilidade, chegaremos sãos e salvos ao destino da nossa jornada de trabalho e não provocaremos nenhum acidente mais grave.

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Família é uma riqueza social insubstituível, diz Papa no Equador

Na primeira Missa celebrada no Equador, o Papa Francisco destacou a família como uma riqueza social insubstituível

O Equador vive dias especiais com a presença do Papa Francisco em suas terras. Esta segunda-feira, 6, foi o dia da primeira Missa presidida pelo Pontífice em solo equatoriano. Especificamente, a celebração aconteceu no Parque Samanes, em Guayaquil, maior cidade do Equador e principal porto do país.

Na homilia, o Papa Francisco destacou a família como a grande “riqueza social, que outras instituições não podem substituir”. O Santo Padre disse que ela deve ser ajudada e reforçada “para não perder jamais o justo sentido dos serviços que a sociedade presta aos cidadãos”.

Em outubro, a Igreja celebrará o Sínodo Ordinário dedicado às famílias. O objetivo, segundo o Pontífice, é amadurecer um verdadeiro discernimento espiritual e encontrar soluções concretas para as inúmeras dificuldades e importantes desafios que a família enfrenta nos dias atuais.

O Bispo de Roma pediu que os fiéis intensifiquem as orações por este evento para que, mesmo aquilo que pareça impuro, escandalize ou espante, “Deus – fazendo-o passar pela sua ‘hora’ – possa milagrosamente transformá-lo”.

A reflexão sobre a família, na Missa desta segunda-feira, 6, foi motivada pelo Evangelho de São João, que narra o episódio das Bodas de Caná. No contexto, Maria leva a Jesus o problema da falta de vinho. Ele, segundo os relatos bíblicos, realiza o milagre e transforma a água em vinho.

Para o Papa, Maria ensina o exercício de colocar-se sempre à disposição de Jesus, que veio para servir, não para ser servido. “O serviço é o critério do verdadeiro amor. E isso aprende-se especialmente na família, onde nos tornamos servidores uns dos outros por amor. Dentro da família, ninguém é descartado”.

“Na família, os milagres fazem-se com o que há, com o que somos, com aquilo que a pessoa tem à mão. Muitas vezes, não é o ideal, não é o que sonhamos nem o que ‘deveria ser’. O vinho novo das bodas de Caná nasce das talhas de purificação, isto é, do lugar onde todos tinham deixado o seu pecado”, considerou o Papa.

O Papa concluiu a homilia, afirmando que o melhor dos “vinhos” ainda não veio para cada pessoa que aposta no amor. “E ainda não veio, mesmo que todas as variáveis e estatísticas digam o contrário; o melhor vinho ainda não chegou para aqueles que hoje veem desmoronar-se tudo”.

Francisco encerrou a homilia pedindo: “Como Maria nos convida, façamos ‘o que Ele nos disser’ e agradeçamos por, neste nosso tempo e nossa hora, o vinho novo, o melhor, nos fazer recuperar a alegria de ser família”.

Após a Missa, o Santo Padre almoçou com a Comunidade dos Jesuítas e com a comitiva papal. Em seguida, retornou à Quito onde, visitou o Presidente da República e a catedral da cidade.

Ninguém faz parte da RCC, ela faz parte de nós, afirma Papa Francisco

“Ninguém faz parte da Renovação, mas ela faz parte de nós, com o pacto de que aceitemos a graça que nos oferece”, diz Papa em encontro com carismáticos

Cerca de 30 mil membros da Renovação Carismática encontraram-se com o Papa Francisco na tarde da última sexta-feira, 3, na Praça São Pedro, em Roma.

No início do encontro, diante da multidão e de diversos representantes de algumas Confissões Religiosas, o Santo Padre fez a seguinte oração:

“Senhor, enviai-nos o Espírito Santo, para que nos ensine tudo aquilo que Jesus nos transmitiu; dai-nos a memória daquilo que ele nos disse. Pai, enviai-nos o Espírito Santo, que Jesus nos prometeu. Ele nos guiará rumo à unidade. Jesus, Senhor, vós pedistes para todos nós a graça da unidade, nesta Igreja que é vossa e não nossa. A história nos dividiu. Jesus, ajudai-nos a caminhar na estrada da unidade ou desta diversidade reconciliada. Senhor, vós cumpris sempre o que prometestes. Dai-nos a unidade todos os cristãos. Amém!”

Após ouvir os diversos testemunhos e experiências, de alguns membros da Renovação Carismática, o Papa recordou, inicialmente, as palavras do cardeal Léon-Joseph Suenens, grande promotor, protetor e incentivador da Renovação Carismática, que a definiu como “fluxo de graça”.

No entanto, o Papa disse que foi um grande erro chamar a Renovação Carismática como um Movimento, “porque ele não tem um fundador, mas inclui uma grande variedade de realidades”. E acrescentou:

“É uma corrente de graças, um sopro renovado do Espírito a todos os membros da Igreja, leigos, religiosos, sacerdotes e bispos. É um desafio para todos nós. Ninguém faz parte da Renovação, mas ela faz parte de nós, com o pacto de que aceitemos a graça que nos oferece. Esta obra soberana do Espírito suscitou homens e mulheres renovados, depois de terem recebido a graça no Batismo, no Espírito, deram vida a associações, comunidades ecumênicas, escolas de formação e de evangelização, congregações religiosas, comunidade de ajuda aos pobres e necessitados”.

domingo, 28 de junho de 2015

Dia do Papa: Gestos que evangelizam

No início de uma noite chuvosa, que banhava toda a “Cidade Eterna”, a multidão ansiosa, que se encontrava congregada na Praça de São Pedro, viu brotar da chaminé, instalada no alta da Capela Sistina, a fumaça branca que anunciava a eleição do novo papa. Os gritos de alegria, se misturavam com o incontido desejo de saber, quem, entre os mais de cem cardeais eleitores, tinha sido escolhido como o sucessor de Pedro.

Depois de alguns minutos eis que o cardeal diácono aparece no balcão da renascentista basílica de São Pedro, para anunciar que já tínhamos um novo papa, cardeal Jorge Bergoglio, e que escolhia como nome, Francisco. Na hora do anúncio da eleição do novo papa, o tempo chuvoso, deu lugar a uma noite estrelada, já anunciando a chegada de um novo tempo, para a Igreja.

Depois de um longo tempo de espera eis que no balcão da Basílica de São Pedro, aparece o novo bispo de Roma, que na caridade é chamado a governar a Igreja, que se faz presente nos quatro cantos do mundo. De um modo muito simples, o cardeal de Buenos Aires, agora papa, dirige-se aos presentes a praça, os saudando com um fraterno boa noite.

Com esta saudação, Francisco começava a ganhar o coração daqueles que se encontravam naquele lugar, para escutar, as primeiras palavras do sucessor de Pedro. Logo em seguida, convidou a todos para uma oração pela vida e serviço do bispo emérito de Roma, Bento XVI, que estando fora do Vaticano, acompanhava com devoção este momento eclesial.

Ao dirigir as suas primeiras palavras, aos seus diocesanos e ao mundo através dos meios de comunicação, Francisco falou do início de um novo caminho, edificado em conjunto, isto é, o bispo caminhando com o seu povo, e o povo caminhando unido ao seu pastor. E antes de despedir a todos com a sua bênção, pediu que todos, por meio da oração pudessem abençoa-lo. A multidão respondeu ao seu pedido, com um grande silêncio orante, rompido depois de alguns minutos por um grande aplauso.


A partir daquela primeira aparição, três palavras passaram a marcar o pontificado do novo bispo de Roma: testemunho, encontro e diálogo. Com isto distâncias foram quebradas e uma nova esperança brotou nos corações dos homens e mulheres de boa vontade.

Reunido em um encontro com os jornalistas e indagado sobre o motivo da escolha do nome Francisco, não titubeou em responder: “desejo uma Igreja pobre e com os pobres”. Desde o início de seu ministério petrino, Francisco tem insistido sobre a necessidade da Igreja, em testemunhar o evangelho de Jesus Cristo, não apenas com palavras, mas sobretudo com os gestos.

E isto ele vem fazendo de um modo muito fraterno nas visitas pastorais, aos hospitais, as escolas e nas periferias das cidades, por ele já visitadas. Tem pedido veemente a Igreja, para armar a sua tenda, em meio, as periferias existênciais. O seu desejo é uma Igreja de saída, em diálogo com o mundo e não fechada em si mesma.
A fidelidade de Francisco ao anúncio do Evangelho da Alegria, o faz viver a experiência de encontros com muitas pessoas e situações. Desde a sua eleição o papa, que nasceu e viveu boa parte do seu ministério sacerdotal e episcopal na América Latina, vai ao encontro dos doentes, migrantes, mendigos, prisioneiros e os abraça, com o abraço misericordioso do Pai.

Mas como o Cristo andando de uma margem a outra para evangelizar, compartilhando dos sofrimentos das ovelhas a ele confiadas, não deixa de exigir no encontro com os grandes líderes políticos o respeito pelo ser humano, no ato do pensar os grandes projetos políticos e econômicos que norteam as ações dos governantes das nações.

A sua preocupação com o ser humano, o coloca em diálogo com os diversos seguimentos da sociedade, para discutir as questões pertinentes a vida do homem moderno. O seu modo simples e profundo de falar e se posicionar diante de questões morais, econômicas, políticas, religiosas entre outras, revelam a prudência do bom pastor, que deixa as 99 ovelhas do redil, para ir ao encontro daquela que se perdeu, agindo sempre com misericórdia.

No pouco tempo que se encontra à frente da barca de Pedro, o Papa Francisco vem promovendo importantes progressos na vida pastoral da Igreja. Com muita sutileza tem mostrado a Igreja, que a beleza de seus pronunciamentos sobre as questões referentes ao humano só tem sentido, quando estes vêm acompanhados por gestos que demostram o nosso respeito e cuidado com o ser humano, obra mais sublime do Criador.

São Pedro e São Paulo, permanecer e desdobrar

São Pedro e São Paulo são, como sabemos, dois santos importantíssimos para a Igreja de Jesus. O primeiro deles foi o primeiro papa, a rocha sobre a qual Cristo fundou a Igreja, e o outro ficou conhecido por seu ardor missionário, por levar o anúncio da Boa Nova aos gentios. Penso que essas duas figuras podem demonstrar um dinamismo fundamental para a vida de qualquer cristão, que é o que se pode chamar de dinamismo de permanência e desdobramento. O nome é um pouco confuso, mas imagino que vai ficar claro ao longo da reflexão, pelo exemplo dos dois apóstolos. O que é, então, o que ele significa?

Permanecer significa, de acordo com o dicionário Aurélio, “conservar-se ou persistir no mesmo estado ou qualidade sem mudança”, ou ainda, “demorar-se em alguma parte; ficar”. A rocha que é pesada e maciça, tende a ficar onde está. Precisa-se de alguma força para move-la de um lugar para outro e, se ela for pesada o suficiente, pode aguentar por muito tempo as intempéries, permanecendo essencialmente a mesma.

Por isso Jesus chama Pedro de rocha. Porque o fundamento da Igreja de Jesus não pode ser algo que mude com facilidade, deve ser algo fixo, imóvel. Lembremos, por sua vez, que o próprio Pedro, apesar de suas dificuldades pessoais, está fundamentado em Jesus. Na verdade, a rocha é o mesmo Cristo, como ele diz ao final do sermão da montanha no capítulo 7 de Mateus: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt 7, 24). Pedro certamente edificou a sua casa sobre essa Rocha da Palavra de Deus.

A primeira parte desse dinamismo fala então dessa permanência em Jesus, necessária para que possamos ser verdadeiros cristãos. Essa permanência é ainda mais profunda se pensamos que Jesus é uma pessoa da Santíssima Trindade. Permanecer no amor de Jesus é ter o nosso fundamento em Deus uno e Trino. Não existe fundamento mais sólido que esse.

Mas o nosso ser quer mais do que permanecer. Ele quer crescer, se desdobrar em uma vida plena de sentido e feliz. Essa segunda parte do dinamismo faz referência a essa necessidade que experimentamos tão vivamente em nosso interior e São Paulo é um exemplo vivo de uma vida desdobrada. Com todas as suas viagens apostólicas, nas quais anunciava com ardor o Reino de Deus, nos mostra o fogo que ardia dentro dele e que precisava se espalhar pelo mundo. O fundador de uma comunidade religiosa uma vez disse: “A medida da grandeza da sua vida é a medida da causa a qual serves”. E qual causa é maior do que a causa de Deus? Que outra vida pode enchê-la mais de sentido? São Paulo experimentou isso de maneira muito forte e por isso se entregou tanto pelo Evangelho.

É importante notar que não existe desdobramento sem permanência, assim como não existe árvore sem a semente. Se São Paulo não estivesse em Cristo, a ponto de poder falar “Para mim o viver é Cristo”, nunca poderia ter sido quem foi. Por outro lado, vale ressaltar que São Pedro não foi apenas alguém que permaneceu, muito pelo contrário, amou tanto o Senhor que também terminou sua vida entregando-a por Jesus. Os dois santos que celebramos hoje, e poderíamos dizer que todos os santos da Igreja, são exemplos de um dinamismo de permanência e desdobramento desenvolvidos ao máximo de suas capacidades e possibilidades.

Enquanto celebramos a esses dois santos, pensemos como estamos em nossa própria vida cristã. O que posso crescer mais nesses tempos para me aproximar mais de Jesus? Preciso melhorar minha permanência nEle? Preciso fazer mais apostolado a partir desse encontro que tenho com Jesus? Seja como for, tenhamos a certeza que somente em Deus podemos ser felizes como foram São Pedro e São Paulo.

sábado, 27 de junho de 2015

Catequese: O que é o dom de cura?

Para a cura acontecer, é preciso ter fé e estar aberto à ação de Deus


O Espírito quer se manifestar em nós, que somos membros do Corpo de Cristo, para levar a cura àqueles que dela precisam. Geralmente, pensamos que a cura é algo extraordinário, mas não é. Para o povo cristão, a cura que vem de Jesus é algo normal, ordinário. O problema é a nossa fé que esfria.


Se o Senhor não tem realizado curas, milagres, prodígios e sinais no meio de Seu povo, é porque este não tem acreditado n’Ele. De nada adianta o médico receitar um bom remédio ao doente, se, ao chegar em casa, ele fizer o inverso do que foi indicado: é proibido beber, mas bebe; fumar, mas fuma; fazer esforço, mas pratica esportes; é proibido ficar no sereno, mas, além de desobedecer essa recomendação, toma chuva e se joga na piscina. É aconselhável que deite cedo, porém, fica até de madrugada fora de casa. O mesmo ocorre com o Senhor: Ele quer curar Seu povo, mas este, infelizmente, é rebelde e age contra Suas leis e mandamentos, perdendo-se pelos descaminhos da vida. Para sermos curados pelo Senhor e nos conservados em plenitude de saúde é importante andarmos nos Seus caminhos.

A maioria de nossas doenças são chamadas “psicossomáticas”. São consequências de preocupação, ansiedade, angústia, ressentimento, rancor, de nossos erros e de nossa vida desviada dos caminhos do Senhor; causam problemas de estômago, vesícula, rim, coluna, dor de cabeça, problemas respiratórios, pressão alta ou baixa.

O dom de cura e o dom da fé estão ligados. Por acreditarmos, oramos pelas pessoas como Jesus nos ordenou: “Em qualquer casa onde entrardes, dizei: Paz a esta casa! Se ali houver algum doente, orai por este doente. Recebestes de graça, de graça dai”. E o Senhor garante: “E a oração da fé salvará o enfermo. E o Senhor o levantará”.

Jesus não apenas mandou fazer, mas deu o exemplo. Os apóstolos presenciavam Jesus fazer o constantemente isso. Quando Ele chegou à casa de Pedro e viu que sua sogra estava doente, com uma febre altíssima, orou por ele com expectativa, e a cura aconteceu. Era assim constantemente, e os apóstolos aprenderam. Quando foram enviados dois a dois de volta, eles contaram as maravilhas que o Senhor realizara.

Façamos isso: orar pelas pessoas para que sejam curadas. Não esperemos unir uma plateia para começar. Comecemos em casa, pelas crianças, porque elas são muito sensíveis, não têm pecado nem barreiras. A cura acontece muito facilmente nelas. Cresceremos na fé, orando e vendo a cura se realizar. Acreditaremos ao perceber que o Senhor cura por meio de nós. Ele quer que acreditemos nisso. Não somos nós que vamos curar, uma vez que o próprio dom de curar as doenças vem do Espírito Santo. É o Espírito quem cura; somos apenas seus instrumentos.

Não tenhamos receio; vamos começar orando pelas crianças, em casa. Por que não rezar o marido pela mulher e a mulher pelo marido, para serem ambos curados? Dormem juntos, por que não rezar um pelo outro? Não é preciso se envergonhar. O casal deve rezar; assim, o Senhor fará maravilhas. Quando houver vizinhos doentes, devemos visitá-los. Quando as coisas são feitas com simplicidade, elas funcionam. Portanto, ore com simplicidade e expectativa.

Tudo se faz em oração. É ela que leva à cura. Baseado em São Paulo, Dom João Evangelista Martins Terra explica que “cada cura é um carisma especial”. Jesus, porque ama aquela pessoa, derrama o Seu Espírito sobre ela, dá um carisma especial, para que aquela pessoa seja curada.

Devemos agir de acordo com nossa fé. Ela será sempre do tamanho de um grão de mostarda. Mas, uma vez que Deus nos deu a fé, precisamos agir de acordo com ela. Devemos ir até Jesus, receber do Senhor o carisma e levá-lo a quem precisar. Façamos isso e asseguramos à pessoa doente que Ele quer curá-la.

Quando acreditamos, o impossível acontece. Não basta que eu acredite, por isso peço a Deus que todos acreditem e que lhes seja concedida a certeza de fé, para que todos ajam de acordo com ela, pois para Deus nada é impossível. O Senhor quer hoje que nós, por meio dos dons, dos carismas, sejamos os portadores da cura de Deus.


Oremos: “Obrigado, Senhor nosso Deus! Muito obrigado por tudo o que o Senhor faz, por tudo o que o realiza. Amém!

Monsenhor Jonas Abib

Ano da Paz: O papa é um mensageiro da paz!

A Igreja no Brasil vivencia e celebra em 2015 o Ano da Paz instituído pela CNBB


Para esse domingo (28) a solenidade de São Pedro e São Paulo coloca no centro das reflexões o ser Igreja de maneira decisiva e coerente. Na pessoa de Pedro, destaca-se o Pastor das Comunidades, aquele que é referência da fé para os irmãos e irmãs.

Na pessoa de Paulo, transparece o líder Missionário, que forma Comunidades e faz expandir a fé em todas as nações.

Nessa solenidade celebra-se o Dia do Papa, o portal A12.com conversou com o pároco da Paróquia São Pedro da Diocese de Taubaté (SP) padre Fábio Modesto que falou do papel do Papa na propagação da Paz.


“O Papa é muito importante para esse papel de propagação tanto em nível interno quanto externo. Como o nosso pastor ele tem como obrigação maior confortar essa nossa Igreja que vive em muitos conflitos internos e externo, os pecados que todos conhecem em termos internos que maculam a nossa Igreja e que tiram a nossa paz, ter uma pessoas em quem podemos confiar, figura forte que mostra boa intenção e capacidade de lidar com esses problemas nos proporciona paz em nível interno.”

Segundo padre Fábio, a posição do Papa é uma voz a ser considerada por todos os líderes mundiais.

“O Papa é uma voz a ser considerada por todos já que ele é um chefe de Estado, então num mundo em que a paz me parece um artigo de luxo é muito importante que haja uma voz que venha na contramão do que estamos vivendo, por exemplo, no Oriente Médio, no mundo Muçulmano, onde se matam pessoas que são nosso rebanho. É de interesse do Papa falar contra esse tipo de comportamento primeiro porque afeta quem é do rebanho dele, e segundo porque traz uma mentalidade que, para o mundo que estamos vivendo, já deveria ter sido superada, o Papa é um mensageiro da Paz”.

O Dia do Papa é relacionado ao Dia de São Pedro que segundo o padre Fábio pelo seu testemunho de conversão todos os cristãos também são chamados a anunciar a Boa Nova de Jesus.

“Podemos dizer que São Pedro foi um mensageiro da paz em Pentecostes e como aprendiz da paz, no final da sua vida, nos dá um testemunho muito interessante, pois aquilo que ele tentou impedir para o mestre, a morte na cruz, ele não se negou em receber, mas disse que não seria digno de ter o mesmo tratamento, pedindo que o crucificasse, mas de cabeça para baixo. Ou seja, hoje mesmo o medo batendo a porta da nossa vida, acho que Pedro aprende e por isso também nos ensina que nada justifica a guerra a ausência da paz.”, conclui.

Nossa Senhora, Mãe do Perpétuo Socorro

A história da devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é uma história da espiritualidade afetiva. Em cada símbolo, em cada acontecimento contemplamos a ternura de Maria que nos apresenta a grandeza do amor divino e ao mesmo tempo percebemos a resposta de Deus ao clamor suplicante do ser humano.

Segundo a tradição, o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é uma cópia feita no séc. XIV de outro ícone que era venerado no Oriente e que, segundo esta mesma tradição, o primeiro teria sido pintado por São Lucas (evangelista) e pertencia às primeiras comunidades cristãs.

Alguns historiadores acreditam que o primeiro quadro foi destruído na guerra de 1453, quando os turcos invadiram Constantinopla, mas a cópia do quadro (essa que temos até hoje) permaneceu protegida na ilha de Creta.

Esse quadro da Virgem Maria era muito venerado pela população devido aos grandiosos milagres que operava. Certo dia, porém, um rico comerciante, pensando no bom preço que poderia obter por ele, roubou-o e levou-o para Roma.

Durante a travessia do Mediterrâneo, diz a tradição, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por uma forte tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, ignorando a presença da sagrada imagem, no auge do desespero recorreram à Virgem Maria e logo a tormenta amainou, permitindo que a embarcação ancorasse sã e salva em terras italianas.

Um pouco antes de morrer, o tal comerciante confiou o quadro a um amigo, para que o colocasse numa Igreja. Mas o amigo não cumpriu a promessa e permaneceu com o quadro em sua casa.

Anos depois, Nossa Senhora apareceu a uma menina pedindo que o quadro fosse levado para uma Igreja, situada entre as Basílicas de Santa Maria Maior e São João do Latrão.

O milagroso quadro foi então solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma, confiada aos Agostinianos, no ano de 1499, e ali permaneceu recebendo a homenagem dos fiéis durante três séculos.

A presença do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro fez com que a igreja de São Mateus se tornasse um pequeno centro de peregrinação. Centenas de pessoas de toda a cidade de Roma visitavam, com frequencia, aquela igreja e se detinham, em oração, diante do altar, onde apresentavam seus pedidos e seus agradecimentos.

Cercada pelo carinho dos fiéis, Nossa Senhora trazia para todos os seus visitantes as bênçãos de Deus. Mas, no ano 1798, aquele templo foi criminosamente destruído pelas tropas de Napoleão. Os religiosos foram dispersados e o quadro caiu no esquecimento.

Em meados do século XIX, o papa Pio IX chamou a Roma os padres Redentoristas, que se estabeleceram no antigo convento dos Agostinianos, local onde existira a igreja de São Mateus. Foi então que um dos religiosos encontrou documentos relativos a uma imagem da Virgem Maria, famosa pelos grandes milagres que realizava. Após muita procura o quadro foi encontrado na Igreja de Santa Maria em Posterula (Roma), por uma revelação especial de Nossa Senhora.

No ano de 1863, o Superior Geral dos Missionários Redentoristas, ao saber da história do quadro e do desejo de Nossa Senhora de ficar naquele local onde estava o nosso convento, pediu ao Papa Pio IX para colocá-lo na Igreja recentemente construída em honra do Santíssimo Redentor e dedicada a Santo Afonso.

Finalmente em 1866 o milagroso ícone foi conduzido triunfalmente ao seu atual santuário por ordem do Santo Padre, que recomendou aos missionários redentoristas: “Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro”.

De seu trono, na igreja de Santo Afonso, em Roma, onde o quadro está exposto à visitação dos fiéis, a devoção se irradiou por todo o planeta.

Hoje temos nossa fé centrada na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus gerado no seio puríssimo de Maria. Mas podemos enriquecer a nossa espiritualidade buscando conhecer melhor a pessoa de Maria Santíssima, pois foi através dela que se deu o início a essa belíssima história do amor de Deus que chamamos ‘mistério da Encarnação’.

Tudo começou por iniciativa de Deus. Quem tem maior amor sempre dá o primeiro passo para refazer uma aliança, recuperar uma amizade perdida. Deus toma a iniciativa para concretizar, na história, o que já vinha sendo anunciado pelos profetas. Mas, em sua sabedoria infinita, Deus deseja contar com pessoas que, na liberdade de coração, se disponham a empenhar a própria vida na missão que Ele lhes confiar. Deus chama, a resposta depende de cada pessoa, de acordo com o nível da sua confiança na providência divina.

Todas as representações de Nossa Senhora ajudam as pessoas a alimentarem a certeza da proximidade dessa mãe carinhosa que nos assegura a pertença à família de Deus e nos dá segurança e paz. De modo especial, quando contemplamos o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro percebemos que não há medo e nem sofrimento que possam tirar a segurança e a serenidade de quem confia plenamente em Deus. O olhar sereno de Maria inspira a nossa confiança. Seu olhar nos acompanha e traz serenidade ao nosso coração, pois esse olhar de amor revela a ternura de Deus que nos traz alento e consolação por maiores que sejam os desafios de nossa vida.

Bem ao centro do quadro contemplamos as mãos de Maria e de Jesus. O menino Jesus segura confiante na mão de sua mãe querida, enquanto que a mão de Maria, mesmo dando total segurança ao seu filho, permanece aberta. É nessa mão aberta de Maria que reside a nossa esperança, pois em algum momento de nossa vida pode ser que, junto com a mão de Jesus, será na mão de Maria que vamos colocar também a nossa mão, em busca do refúgio e da segurança que podem nos devolver a paz.

Pe. Vicente André

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O mundo tem a cor que você pinta

Certa vez, um grande missionário entrou em uma cidade para evangelizar. Um dos habitantes aproximou-se dele e disse:

- Sr. padre, não há nada, exceto estupidez nesta cidade. Ninguém quer aprender nada. O sr. não vai conseguir convencer nenhum desses corações de pedra.

O missionário respondeu:

- Você tem razão.

Logo depois, outra pessoa que morava ali aproximou-se do missionário e disse, cheia de alegria:

- Sr. padre, o sr. está em uma cidade abençoada. O povo anseia receber a Palavra de Deus.

O missionário, com alegria, respondeu:

- Você tem razão.

Um companheiro do missionário disse-lhe em particular:

- Como pode isso? O sr. disse aos dois cidadãos que eles têm razão, sendo que as opiniões foram contrária!

O missionário respondeu:

- Cada um vê o mundo do jeito que espera que seja. Por que deveria eu refutar? O primeiro é pessimista e vê o mal. O segundo é otimista e vê o bem. Nenhum deles disse a verdade completa, mas apenas um aspecto dela. Isso sem perceberem.

Alegrai-vos! Cristo ressuscitou. O bem venceu o mal; a verdade venceu a mentira; O otimismo venceu o pessimismo; a vida venceu a morte!

“Maria me acompanha cada dia no cumprimento da minha missão de sucessor de Pedro” (S. João Paulo II)