terça-feira, 20 de agosto de 2019

Papa Francisco clama por um novo humanismo

Com um prefácio de seu próprio punho, o Papa Francisco apresenta um livro que reúne cinco anos de reflexão sobre o trabalho de milhares de associações que, atuando como “uma alavanca de transformação social”, lutam por um estilo de desenvolvimento justo e inclusivo.

O profundo valor e os desafios de centenas de associações sociais que lutam contra a exclusão no mundo é o tema central do prefácio que o Papa Francisco escreveu para o livro “A irrupção dos Movimentos Populares: Rerum novarum do nosso tempo”.

Esta edição, preparada pela Pontifícia Comissão para a América Latina, oferece os principais pronunciamentos feitos nos Encontros Mundiais que, desde 2014, reuniu milhares de representantes de Movimentos Populares em diversas partes do continente americano.

Alavanca de grande transformação social
O Santo Padre começa a sua reflexão afirmando que as pessoas que vivem nas periferias territoriais e existenciais não são só um setor da população que deve ser alcançada pela Igreja, mas são “uma semente, uma renovação que, como o grão de mostarda, dará muito fruto», porque os concebe como «alavanca de uma grande transformação social». 

Assim, não são atores passivos ou meros receptores de assistência social, que devem resignar-se a contemplar como as elites administram a ordem mundial, mas são verdadeiros protagonistas ativos, agentes do futuro da humanidade, cuja “rebelião pacífica”, à imagem de Jesus manso e humilde, conta com a solidariedade incondicional do Santo Padre.

Francisco reconhece nesta articulação dos movimentos sociais de carácter transnacional e transcultural aquele “modelo poliédrico” ao qual fez referência em sua exortação apostólica Evangelii Gaudium (nº2), e que se constitui a partir de um paradigma social baseado na cultura do encontro.

Sentinelas
Para o Papa, esta pluralidade de movimentos, cujas experiências de luta pela justiça ficam plasmadas no livro, «representam uma grande alternativa social, um grito profundo, um marco, uma esperança de que “tudo pode mudar”». Seu modo de resistir ao modelo reinante por meio de um testemunho de trabalho e sofrimento os revela – segundo Francisco - como “sentinelas” de um futuro melhor.

Reafirmando sua convicção de que a humanidade enfrenta atualmente uma transformação de época caracterizada pelo medo, pela xenofobia e pelo racismo, o Santo Padre garante que os «Movimentos Populares podem representar uma fonte de energia moral para revitalizar nossas democracias».

Antídoto aos populismos
De fato, em meio a uma sociedade global ferida por uma economia cada vez mais distante da ética, afirma que estes agregados sociais podem exercer a função de um antídoto contra os populismos e a política do espetáculo, já que privilegiam a participação da cidadania, com uma consciência mais positiva sobre o outro. Essa é a consequência da promoção de uma “força do nós”, que se opõe à “cultura do eu”.

Ao finalizar suas palavras, o Santo Padre enfatiza o tema do trabalho humano como um daqueles direitos sagrados que deve ser preservado em cada pessoa. Frente às concreções práticas de teses neoliberais e neoestatais, que sufocam e oprimem as pessoas em suas experiências profissionais, Francisco clama por um «novo humanismo, que coloque fim ao analfabetismo da compaixão e ao progressivo eclipse da cultura e da noção de bem».

VaticanNews

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Adorart acontece nos dias 14 e 15 de setembro

"Mas vem a hora, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em Espírito e em verdade". João 4, 23

Adorar o Senhor através do seu chamado é a reflexão que propõe o Adorart. O encontro, promovido pela Pastoral da Juventude da Paróquia São Francisco de Paula, ocorrerá nos dias 14 e 15 de setembro no Colégio Estadual São Francisco de Paula. O horário previsto para início é 14h.

Com o tema extraído de João 4, 23, o Adorart contará com a participação de Felipe, pertencente a Missão Atos; Túlio Freitas, da Comunidade Trindade Santa; Jeffinho Siqueira, da Comunidade Primeiros Passos; e o vigário paroquial, padre Luciano Gomes. Além deles, os coordenadores do encontro, Kayanny Oliveira e Gustavo Alves, também palestrarão. Presenças confirmadas ainda dos ministérios de música Frutos do Espírito e Divino Som.

De acordo com a coordenação do encontro, os participantes terão a oportunidade de se aprofundar em diferentes tipos de vocação por meio de "workshops", cujas temáticas passam por música, teatro e dança. As palestras terão o mesmo foco. A que será ministrada pelo padre Luciano, por exemplo, abordará a importância da adoração a Jesus Eucarístico.

As inscrições custam R$ 30 e podem ser feitas na Secretaria Paroquial ou através dos telefones 9.9878-7463 (Lucas) e 9.9827-6297 (Vitória). A idade mínima é 13 anos.

Promoção — As 30 primeiras inscrições pagas receberam gratuitamente a camisa do Adorart. A promoção é válida até o dia 20.

Investidura de cerimoniários e coroinhas neste sábado (17)

Última investidura realizada na Matriz
Após três meses de formação, cerca de 50 jovens serão investidos cerimoniários, servas do altar e coroinhas neste sábado (17). A investidura vai acontecer durante Santa Missa na Matriz, marcada para as 19h. 

A celebração será presidida pelo pároco, padre Lucas Mendes. 

Os investidos atuarão em diversas capelas da Paróquia São Francisco de Paula, como Aroeira, Bom Jardim, Valão Seco, Imburi e Gargaú. 

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Irmã Dulce: futura santa brasileira é celebrada neste dia 13

Data recorda dia em que a futura santa brasileira recebeu o hábito de freira e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce

Neste dia, 13 de agosto, é celebrado o dia da Bem-aventurada Dulce dos Pobres, a religiosa baiana que dedicou sua vida ao serviço aos pobres e doentes, e que será canonizada no próximo dia 13 de outubro, pelo Papa Francisco, no Vaticano. O dia 13 de agosto foi escolhido como o dia oficial da festa litúrgica da religiosa, conhecida como Anjo Bom da Bahia, porque foi nesta mesma data, em 1933, na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, que Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, aos 19 anos de idade, recebeu o hábito de freira e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, a pequena Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na capital baiana. Perdeu sua mãe aos sete anos de idade. Desde cedo, começou a manifestar seu interesse pela vida religiosa. Aos 13 anos, passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família em um centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, devido ao grande número de carentes que se aglomeravam à sua porta. Nessa época, expressou pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, em fevereiro 1933, tendo recebido o hábito agosto do mesmo ano, quando passou a ser chamada Irmã Dulce. Sempre com muita fé, amor e serviço, o Anjo Bom iniciou na década de 1930 um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, na capital baiana.

Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar os doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Até que em 1949, ocupou um galinheiro ao lado do convento, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes.

Esta iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição considerada hoje um dos maiores complexos de saúde pública do país, com cerca de quatro milhões de atendimentos ambulatoriais por ano. “Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Esta é a última porta e por isso eu não posso fechá-la”, disse Irmã Dulce.

Em 1988, foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. A religiosa também teve dois grandes momentos de sua vida ao lado de São João Paulo II. Em 7 de julho de 1980, encontrou-se com o então Papa que visitava pela primeira vez o Brasil. Na ocasião, ouviu dele o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltaram a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios.

Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, o Anjo Bom da Bahia faleceu, aos 77 anos. Em janeiro de 2000, teve início o processo de canonização de Irmã Dulce. Em 2010, a Congregação para a Causa dos Santos reconheceu a autenticidade de um milagre atribuído à religiosa. Trata-se do caso de Claudia Cristina dos Santos, ocorrido em Itabaiana, em Sergipe.

Após dar à luz seu filho, Gabriel, a mulher sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três cirurgias. Diante da gravidade do quadro, os familiares chamaram Padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos. O sacerdote decidiu fazer uma corrente de oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce e deu a Cláudia uma pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente.

Irmã Dulce foi beatificada no dia 22 de maio de 2011 e, no próximo dia 13 de outubro, será canonizada pelo Papa Francisco, no Vaticano, após o reconhecimento da cura milagrosa de um homem após 14 anos cego. O maestro José Maurício Bragança Moreira ficou cego durante 14 anos por conta de um glaucoma. Em 2014, voltou a enxergar, após rezar pedindo à intercessão de Ir. Dulce dos Pobres.

Irmã Dulce dos Pobres será a primeira santa nascida no Brasil e está será a terceira canonização mais rápida da história recente da Igreja, conforme indicou o site das Obras Sociais da Irmã Dulce (OSID).

Canção Nova

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Movimento "Mães que oram pelos filhos" começa nesta quinta-feira (15)

A partir desta quina-feira (15), a Paróquia São Francisco de Paula passa a contar com o movimento "Mães que oram pelos filhos". Os encontros serão sempre às quintas-feiras, a partir das 18h, na Matriz. 

O pároco, padre Lucas Mendes destaca que o movimento é "muito bonito e bem estruturado a nível nacional". Ele convida: "Contamos com a presença das mães de nossa paróquia! Venham participar e rezar conosco!". 

A orientação para as participantes é que levem terço e bíblia.

As quintas também são dedicadas a Instituição da Eucaristia. Neste dia, na Matriz, acontece adoração ao Santíssimo Sacramento, às 19h. Em seguida, ocorre a Santa Missa. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Papa Francisco: a mão de Jesus é a nossa mão, sempre estendida para ajudar o outro

O Papa Francisco, na primeira Audiência Geral depois da pausa de verão, retomou a série de catequeses sobre os Atos dos Apóstolos, comentando o milagre de Pedro da cura de um paralítico, em nome de Cristo. A nossa mão que ajuda o próximo a se levantar "é a mão de Jesus".

O Papa Francisco retoma as tradicionais Audiências Gerais das quartas-feiras. Neste dia 7 de agosto, na Sala Paulo VI e devido ao calor forte do verão italiano, os fiéis puderam acompanhar a catequese do Pontífice sobre os Atos dos Apóstolos, em continuidade à reflexão do final de julho quando fez uma pausa de férias.

“Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda” (At 3,3-6): a cura de um paralítico de nascença que agora caminha, anda e louva a Deus. O Papa Francisco refletiu sobre a primeira narração de cura do Livro dos Apóstolos e enalteceu a ação concreta dos Apóstolos Pedro e João que testemunharam a verdade do anúncio do Evangelho, demonstrando como agem em nome de Cristo.

A "relação" com o outro que acontece no amor
Francisco recordou que a lei da época impedia de oferecer sacrifícios a quem tinha algum tipo de deficiência física, em consequência de alguma culpa, e inclusive impedia o acesso ao Templo em Jerusalém. Mas, como narra o Evangelho, o paralítico, “paradigma de tantos exclusos e descartados da sociedade, estava ali para pedir a esmola de todos os dias”, quando os Apóstolos trocaram olhares com ele e Pedro disse: “Não tenho prata, nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda” (At 3,3-6).

Essa foi a relação estabelecida entre o paralítico e os Apóstolos, o mesmo modo em que Deus ama se manifestar, ressaltou Francisco, “na relação”, sempre no diálogo, com a inspiração do coração, através de um encontro real entre as pessoas que pode acontecer só no amor.

Igreja pobre para os pobres
Ao tratar do Templo, onde na frente se encontrava o paralítico, o Papa explicou que, além de ser um centro religioso, era um lugar de trocas comerciais. E por essa dimensão do espaço, Jesus tinha se manifestado contrário várias vezes.

“ Mas quantas vezes eu penso a isso quando vejo alguma paróquia onde se pensa que é mais importante o dinheiro que os sacramentos! Por favor! Igreja pobre: peçamos ao Senhor isso. ”

A Igreja que não fecha os olhos, mas abre o olhar
Aquele mendigo paralítico, encontrando os Apóstolos, não encontrou aquele dinheiro, mas “o Nome que salva o homem: Jesus Cristo, o Nazareno”. Pedro invocou o seu nome e ordenou o paralítico a se levantar e andar, tocou no doente e o ajudou a ficar em pé.

“ E aqui aparece o retrato da Igreja, que vê quem está em dificuldade, não fecha os olhos, sabe olhar a humanidade no rosto para criar relações significativas, pontes de amizade e de solidariedade no lugar de barreiras. Aparece o rosto de ‘uma Igreja sem fronteiras que se sente mãe de todos’ (Evangelii gaudium, 210), que sabe pegar na mão e acompanhar para se levantar – não para condenar. Jesus sempre pega a mão, sempre procura levantar, fazendo com que as pessoas se curem, que sejam felizes, que encontrem Deus. ”

O Papa descreveu essa atitude como “a arte do acompanhamento”, que se caracteriza pela delicadeza com o próximo, dando sinais de proximidade, como a troca respeitosa e cheia de compaixão de olhares.

"E isso fazem os dois Apóstolos com o paralítico: olham ele, dizem ‘olhem para nós’, seguram a sua mão, o fazem se levantar e o curam. Assim faz Jesus com todos nós. Pensemos nisso quando estivermos em momentos ruins, em momentos de pecado, em momentos de tristeza. Aí está Jesus que diz: ‘Olhe para mim: eu estou aqui!’. Vamos pegar na mão de Jesus e deixar que nos levante.”

Estender a mão ao outro: sempre!
Os Apóstolos Pedro e João nos ensinaram a confiar na “verdadeira riqueza que é a relação com Jesus”, afirmou o Papa. Uma tarefa que também cabe a nós, acrescentou o Pontífice, ao finalizar a catequese de hoje:

“E nós, cada um de nós, o que temos? Qual é a nossa riqueza, o nosso tesouro? Com que coisa podemos tornar ricos os outros? Peçamos ao Pai o dom de uma memória agradecida ao recordar os benefícios do seu amor na nossa, para dar a todos o testemunho de louvor e reconhecimento. Não esqueçamos: sempre a mão estendida para ajudar o outro a se erguer; é a mão de Jesus que, através da nossa mão, ajuda os outros a se levantar. ”

Veja o resumo da catequese:
O livro dos Atos dos Apóstolos mostra como o anúncio do Evangelho é confirmado pelos milagres e sinais que o acompanham. O primeiro deles é a cura dum paralítico de nascença que, todos os dias, era colocado à porta do Templo de Jerusalém para pedir esmola. Um dia, pelas três da tarde, Pedro e João sobem ao Templo e seus olhos cruzam-se com o olhar daquele mendicante que pede uma esmola. Os apóstolos acolhem aquele olhar, aceitam um encontro real com aquele homem enfermo, ativam uma relação: «Dinheiro, não temos! Mas damos-te o que temos: “Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!” E ele de um salto, pôs-se de pé e começou a andar». Encontrando os Apóstolos, o mendicante não encontra dinheiro, mas o Nome que salva: Jesus Cristo Nazareno. Pedro e João ensinam-nos a confiar, não nos meios materiais – sem dúvida, necessários –, mas na verdadeira riqueza que é a relação com Jesus ressuscitado. De facto, como dirá o apóstolo Paulo, «somos tidos (…) por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). O nosso tudo é o Evangelho, que manifesta o poder do nome de Jesus que realiza prodígios. Prova disto é o paralítico curado: agora caminha, salta e louva a Deus. Pode viver celebrando o Amor de Deus que o criou para a vida e a alegria.

VaticanNews

Igreja no Brasil celebra Semana Nacional da Família 2019

“A família, como vai?” é o tema da Semana Nacional da Família, que ocorre de 11 a 17 de agosto no Brasil

Este ano, a Semana Nacional da Família, que ocorre de 11 a 17 de agosto, traz como temática “A família, como vai?”. A proposta é indicar a necessidade de a família vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra para conseguir vencer os desafios e dificuldades que encontra em seu caminho, e assim compreender seu papel evangelizador na Igreja e na sociedade.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Joel Portella, faz um convite especial para que as comunidades participem deste momento que celebra o jubileu de prata – 25 anos – da Campanha da Fraternidade de 1994.

Sobre o tema, o bispo exortou: “Ajude a responder no seu coração, ajude a responder em comunidade, para que possamos, em família, contribuir para que o Brasil seja cada vez melhor. Feliz Semana da Família para todos vocês!”.

Confira a programação em nossa paróquia:
- Sábado (10)
19h Caminhada Ecumênica pelas Famílias
20h Culto Ecumênico na Praça dos Três Poderes

- Domingo (11)
8h Santa Missa de abertura
Após: Café da manhã em homenagem ao Dia dos Pais

- Segunda (12) a quinta-feira (15)
19h30 Visita a residências para reflexão do "Hora da Família"

- Sexta-feira (16)
19h Reflexão do "Hora da Família", com o tema: "E a família, como vai?" - Igreja Matriz
20h Santa Missa para as Famílias 

- Sábado (17)
15h 10ª Caminhada Diocesana da Família - Campos dos Goytacazes
*Concentração: Igreja Matriz da Paróquia São Benedito 
Após Adoração e Benção do Santíssimo Sacramento, caminhada em direção a Catedral do Santíssimo Salvador, onde será celebrada Santa Missa.

Canção Nova com Pascom

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Investidura de Medescs nesta sexta-feira (2)

Com a presença do bispo diocesano Dom Roberto Francisco, a Paróquia São Francisco de Paula vai passar a contar com mais 17 Ministros Extraordinários da Distribuição da Sagrada Comunhão (Medescs). A investidura será celebrada nesta sexta-feira (2), a partir das 19h.

De acordo com o pároco, padre Lucas Mendes, os novos Medescs vão servir na Matriz e em outras comunidades da paróquia.

Por ser a primeira sexta-feira do mês, a celebração será em honra ao Sagrado Coração de Jesus. Toda a comunidade está convidada.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Como identificar a vocação sacerdotal e religiosa?

Jesus chamou para apóstolos “aqueles que Ele quis”, depois de passar a noite em oração. A Igreja viu nisso o chamado ao sacerdócio e também às outras formas de vida religiosa. É Jesus quem chama o jovem à vida sacerdotal, o que não é fácil. A vida religiosa exige muitas renúncias para ser “todo de Deus”, estar a serviço do Seu Reino para a edificação da Igreja e a salvação das almas.

A palavra “vocação” vem do latim vocare, que quer dizer “chamar”. Deus põe, no coração do jovem, esse desejo de servi-lo radicalmente, indiviso, full time, em tempo integral, sem divisão.

Confira alguns sinais indicativos da vocação
Para discernir esse chamado divino, o jovem precisa, sem dúvida, de um bom orientador espiritual, um padre ou um leigo experiente para ajudá-lo. Penso que alguns sinais indicativos da vocação de um jovem ao sacerdócio ou à vida religiosa sejam esses:

1 – Ter vontade de entregar a vida totalmente a Deus sem guardar nada para si; ser como Jesus, totalmente disponível ao Reino de Deus. 
Ser um outro Cristo – alter Christus. Abraçar o celibato com gosto, oferecendo a Deus a renúncia de não ter esposa, filhos, netos, vontade própria etc. É um casamento com Jesus. Ele disse que receberá o cêntuplo nesta vida e a vida eterna depois quem deixar tudo por causa d’Ele e do Seu Reino.

Jesus disse que as raposas têm seus ninhos, mas que Ele não tinha nem mesmo onde reclinar a cabeça. Isso é sinal de uma vida despojada de tudo. Nada era d’Ele, nem a gruta onde nasceu, nem o burrinho que O levou a Jerusalém. O barco de onde pregava e viajava, o manto que os soldados sortearam também não eram d’Ele. Nem a casa onde vivia em Cafarnaum pertencia ao Senhor. Tudo Lhe foi emprestado. Cristo era despojado de tudo; a Ele só pertencia a cruz.

Dom Bosco disse que não pode haver graça maior para uma família do que ter um filho sacerdote. É verdade. O padre faz o que os anjos não podem fazer: perdoar os pecados, realizar o milagre da Eucaristia, tornar presente o Calvário em cada Missa para a salvação do mundo.

2 – A vocação religiosa exige que o candidato tenha o desejo de trabalhar como Jesus pela salvação das almas, sem pensar em um projeto para a sua vida. 
Exige entrega total nas mãos de Deus, desejo de viver mergulhado no Senhor. Tem de gostar de rezar, de estar com Deus, de meditar Sua Palavra e participar da liturgia, pois sem isso não se sustenta uma vocação sacerdotal.

O demônio tem muitas razões para tentar um sacerdote ou um religioso, pois este lhe arrebata as almas. Então, o religioso consagrado tem de viver uma vida de extrema vigilância, muita oração e mortificação, como disse Jesus.

3 – Amar a Igreja de todo o coração, tê-la como Mãe e Mestra, ser submisso aos ensinamentos do seu Magistério. 
Ser fiel à Igreja e a seus pastores, nunca ensinando algo que não esteja de acordo com o Sagrado Magistério da Igreja. Viver o que diziam o Santos Padres: sentire cum Ecclesia. Amar o Papa, os bispos, Nossa Senhora, os anjos e santos, os sacramentos, a liturgia e tudo o que faz parte da nossa fé católica. Amar a Bíblia e gostar de meditá-la todos os dias. Desejar estudar Teologia, Filosofia e tudo o mais que o Magistério Sagrado da Igreja nos recomenda e ensina. Gostar de fazer meditações, retiros espirituais e uma busca permanente de santidade. Almejar, como disse São Paulo, atingir a estatura adulta de Cristo; ser um bom pastor para as ovelhas.

4 – Desejar viver uma vida de penitência, na simplicidade, na pobreza evangélica, na obediência irrestrita aos superiores, aberto a todos por um diálogo franco. 
Ser tudo para todos. Estar disposto a obedecer sempre o seu bispo ou seu superior a vida toda, qualquer que seja a decisão dele sobre você.

5 – Estar disposto a dar até a vida pela Igreja, pelas almas e por Jesus Cristo.
Talvez, eu tenha sido um pouco exigente, mas para aquele que deseja ser um “sacerdote do Deus Altíssimo”, creio que não se pode pedir menos do que isso. Quem opta pela vida sacerdotal deve se entregar de corpo e alma a ela; não pode ser mais ou menos sacerdote ou religioso. Seria uma frustração para a pessoa e para Deus. É melhor ser um bom leigo do que um mal religioso.

Canção Nova

A juventude é o tempo do dever

“Escrevo a vocês, jovens, porque são fortes: venceram o maligno” (I João 2,13). Essas palavras do apóstolo João demonstram que a Igreja, desde o início, teve uma atenção especial para com a juventude. Considerando-a, sempre, não como problema, mas como dom de Deus, conforme afirmou o Papa João Paulo II. Dom de Deus, porque a juventude é um tempo concedido pelo Senhor como presente. É necessário, pois, não esbanjar esse dom e administrá-lo com responsabilidade, a fim de que produza frutos para a vida do mundo e da própria Igreja. Mas, afinal de contas, o que é a juventude? Não é simplesmente aquela etapa da vida que corresponde a determinado número de anos.

A juventude é o tempo de procura de respostas para questões fundamentais: qual o sentido da vida? Que significa ser livre? No Evangelho, um jovem pergunta a Jesus: “Bom Mestre, o que devo fazer para possuir a vida eterna?”.

A juventude é também tempo da procura do amor, que consiste em se responsabilizar pelo outro, pelo respeito à sua dignidade, pelo seu crescimento como pessoa, pela sua felicidade. É o tempo em que o jovem procura construir um projeto concreto para a vida.

Enfim, a juventude é o tempo do dever, isto é, tempo em que a pessoa se percebe, de modo intenso, responsável por si mesma, pelo bem comum da sociedade e pelo futuro do mundo. Com muita propriedade, João Paulo II afirmou que os jovens são as sentinelas do amanhã.
A juventude está sedenta de Jesus

A Igreja está consciente de tantos perigos que hoje ameaçam, sobretudo, os jovens. Ela recorda às autoridades da Nação o dever que têm de sanar, com medidas eficazes e urgentes, os obstáculos que levam tantos jovens ao desânimo e à perda de esperança com relação ao futuro: analfabetismo, desemprego, falta de oportunidade de ingresso em escolas de boa qualidade, que os qualifiquem profissionalmente para enfrentar as exigências do mercado de trabalho.

A evangelização é resposta a uma busca, pois todas as pessoas, sobretudo os jovens, de modo misterioso, estão à procura de alguém que seja, de fato, Caminho, Verdade e Vida. Só Cristo é capaz de dar sentido profundo à nossa vida.

Para atingir este objetivo, a Igreja – inspirada nos ensinamentos do Papa Bento XVI em sua encíclica Deus Caritas Est [em português: “Deus é amor”] – quer se esforçar para ser, cada vez mais, a Igreja da Caridade, fazendo do amor o centro de sua mensagem. Fazendo do amor o ponto de encontro entre ela e os jovens.

Canção Nova

Bispos emitem “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro"

O episcopado brasileiro, reunido em sua 57ª Assembleia Geral, que vai de 1º a 10 de maio em Aparecida (SP), emitiu no dia sete a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro”. No documento, os bispos alertam que "a opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos, à custa dos pobres cada vez mais pobres".

O documento chama a atenção para os graves problemas vividos pelos brasileiros, como o crescente desemprego: “outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”.

A violência, conforme aponta a mensagem, atinge níveis insuportáveis. “Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanosreclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana”, diz o texto.

Segundo o documento, “o verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento 'Não matarás', e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas”.

Sobre as necessárias reformas política, tributária e da previdência, os bispos afirmam na mensagem que elas só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular, de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres. “O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor”, afirma o texto.

Veja abaixo a mensagem na íntegra:

MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)

Suplicando a assistência do Espírito Santo, na comunhão e na unidade, nós, Bispos do Brasil, reunidos na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no Santuário Nacional, em Aparecida-SP, de 1 a 10 de maio de 2019, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro, tomados pela ternura de pastores que amam e cuidam do rebanho. Desejamos que as alegrias pascais, vividas tão intensamente neste tempo, renovem, no coração e na mente de todos, a fé em Jesus Cristo Crucificado-Ressuscitado, razão de nossa esperança e certeza de nossa vitória sobre tudo que nos aflige.

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20)

Enche-nos de esperançosa alegria constatar o esforço de nossas comunidades e inúmeras pessoas de boa vontade em testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo, comprometidas com a vivência do amor, a prática da justiça e o serviço aos que mais necessitam. São incontáveis os sinais do Reino de Deus entre nós a partir da ação solidária e fraterna, muitas vezes anônima, dos que consomem sua vida na transformação da sociedade e na construção da civilização do amor. Por essa razão, a esperança e a alegria, frutos da ressurreição de Cristo, hão de ser a identidade de todos os cristãos. Afinal, quando deixamos que o Senhor nos tire de nossa comodidade e mude a nossa vida, podemos cumprir o que ordena São Paulo: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!’ (Fl 4,4) (cf. Papa Francisco, Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, 122).

“No mundo tereis aflições, mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Longe de nos alienar, a alegria e a esperança pascais abrem nossos olhos para enxergarmos, com o olhar do Ressuscitado, os sinais de morte que ameaçam os filhos e filhas de Deus, especialmente, os mais vulneráveis. Estas situações são um apelo a que não nos conformemos com este mundo, mas o transformemos (cf. Rm 12,2), empenhando nossas forças na superação do que se opõe ao Reino de justiça e de paz inaugurado por Jesus.

A crise ética, política, econômica e cultural tem se aprofundado cada vez mais no Brasil. A opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres, conforme já lembrava o Papa João Paulo II na Conferência de Puebla (1979). Nesse contexto e inspirados na Campanha da Fraternidade deste ano, urge reafirmar a necessidade de políticas públicas que assegurem a participação, a cidadania e o bem comum. Cuidado especial merece a educação, gravemente ameaçada com corte de verbas, retirada de disciplinas necessárias à formação humana e desconsideração da importância das pesquisas.

A corrupção, classificada pelo Papa Francisco como um “câncer social” profundamente radicada em inúmeras estruturas do país, é uma das causas da pobreza e da exclusão social na medida em que desvia recursos que poderiam se destinar ao investimento na educação, na saúde e na assistência social, caminho de superação da atual crise. A eficácia do combate à corrupção passa também por uma mudança de mentalidade que leve a pessoa compreender que seu valor não está no ter, mas no ser e que sua vida se mede não por sua capacidade de consumir, mas de partilhar.

O crescente desemprego, outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O desenvolvimento que se busca tem, no trabalho digno, um caminho seguro desde que se respeite a primazia da pessoa sobre o mercado e do trabalho sobre o capital, como ensina a Doutrina Social da Igreja. Assim, “a dignidade de cada pessoa humana e o bem comum são questões que deveriam estruturar toda a política econômica, mas às vezes parecem somente apêndices adicionados de fora para completar um discurso político sem perspectivas nem programas de verdadeiro desenvolvimento integral” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 203).

A violência também atinge níveis insuportáveis. Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana. O verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas.

Precisamos ser uma nação de irmãos e irmãs, eliminando qualquer tipo de discriminação, preconceito e ódio. Somos responsáveis uns pelos outros. Assim, quando os povos originários não são respeitados em seus direitos e costumes, neles o Cristo é desrespeitado: “Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (Mt 25,45). É grave a ameaça aos direitos dos povos indígenas assegurados na Constituição de 1988. O poder político e econômico não pode se sobrepor a esses direitos sob o risco de violação da Constituição.

A mercantilização das terras indígenas e quilombolas nasce do desejo desenfreado de quem ambiciona acumular riquezas. Nesse contexto, tanto as atividades mineradoras e madeireiras quanto o agronegócio precisam rever seus conceitos de progresso, crescimento e desenvolvimento. Uma economia que coloca o lucro acima da pessoa, que produz exclusão e desigualdade social, é uma economia que mata, como nos alerta o Papa Francisco (EG 53). São emblemático exemplo disso os crimes ocorridos em Mariana e Brumadinho com o rompimento das barragens de rejeitos de minérios.

As necessárias reformas política, tributária e da previdência só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres, “juízes da vida democrática de uma nação” (Exigências éticas da ordem democrática, CNBB – n. 72). Nenhuma reforma será eticamente aceitável se lesar os mais pobres. Daí a importância de se constituírem em autênticas sentinelas do povo as Igrejas, os movimentos sociais, as organizações populares e demais instituições e grupos comprometidos com a defesa dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito. Instâncias que possibilitam o exercício da democracia participativa como os Conselhos paritários devem ser incentivadas e valorizadas e não extintas como estabelece o decreto 9.759/2019.

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33)

O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor. Queremos uma sociedade cujo desenvolvimento promova a democracia, preze conjuntamente a liberdade e a igualdade, respeite as diferenças, incentive a participação dos jovens, valorize os idosos, ame e sirva os pobres e excluídos, acolha os migrantes, promova e defenda a vida em todas as suas formas e expressões, incluído o respeito à natureza, na perspectiva de uma ecologia humana e integral.

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que aprovamos nesta 57ª Assembleia da CNBB, e o Sínodo para a Pan-Amazônia, a se realizar em Roma, em outubro deste ano, ajudem no compromisso que todos temos com a construção de uma sociedade desenvolvida, justa e fraterna.

Lembramos que “o desenvolvimento tem necessidade de cristãos com os braços levantados para Deus em atitude de oração, cristãos movidos pela consciência de que o amor cheio de verdade – caritas in veritate -, do qual procede o desenvolvimento autêntico, não o produzimos nós, mas nos é dado” (Bento XVI, Caritas in veritate, 79). O caminho é longo e exigente, contudo, não nos esqueçamos de que “Deus nos dá a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança maior” (Bento XVI, Caritas in veritate, 78).

A Virgem Maria, mãe do Ressuscitado, nos alcance a perseverança no caminho do amor, da justiça e da paz.

Aparecida-SP, 7 de maio de 2019.

A12.com

Catequese: você sabe como surgiu o costume de coroar Nossa Senhora?


A tradição de coroar Maria chegou no Brasil com os colonizadores portugueses. São Felipe Néri fez com que o mês de maio se tornasse de maneira especial o mês dedicado a Maria. No final do mês de maio, São Felipe Néri sempre oferecia uma coroa de flores à Nossa Senhora.

Em 1884, a princesa Isabel em sua segunda visita a Basílica Velha fez um gesto carinhoso: ofereceu para a Mãe Aparecida uma coroa. Esta coroa foi colocada na imagem de Nossa Senhora em uma cerimônia solene do decreto do Papa Pio X, onde Maria foi coroada como Rainha.

Mas, foi em 1930 que o Papa Pio XI decretou a Mãe Aparecida como Rainha e Padroeira do Brasil. Reviver este momento de coroar Nossa Senhora, é assumir que Ela é mãe e rainha de nossa pátria e de todo o povo brasileiro, que tem imenso amor pela Mãe Aparecida e seu Santuário.

Em maio, a TV Aparecida convida os fieis a manter essa tradição viva! No dia 31 de maio, às 10h no programa "Com a Mãe Aparecida" será realizado um momento especial de oração e coroar a Mãe Aparecida.

A12.com

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Catequese: o que é indulgência?

Neste artigo, abordaremos mais especificamente a questão da indulgência: “O que é?”, “Quais são as modalidades de indulgências que existem?”, “O que diz o Catecismo da Igreja Católica sobre elas?”. Além disso, apresentaremos alguns apontamentos feitos pelo Código de Direito Canônico sobre as indulgências.

Antigamente, a expressão latina “indulgentia” (indulgência) era usada como sinônimo de outras expressões como indulto, remissão, perdão, abrandamento e absolvição. Somente a partir do século XIII veio a adquirir um significado mais “técnico” do ponto de vista eclesiástico (GRILLO, 2016).

Segundo o Código de Direito Canônico, no cânon 992, “indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa”, no Sacramento da Penitência. A remissão dessa pena é obtida pelo fiel mediante a ação da Igreja, que, enquanto dispensadora da redenção e detentora de toda autoridade dada por Deus, distribui, com imensa alegria aos seus fiéis, todos os tesouros de Cristo e dos santos. Assim, existe uma ligação deveras estreita entre a prática das indulgências e os efeitos do sacramento da Penitência.

Diferença entre a indulgência parcial e a plenária
A Igreja compreende duas formas de indulgências, isto é, a parcial e a plenária. Ainda no Código de Direito Canônico, o cânon 993, é apresentada a distinção entre essas duas modalidades indulgenciais. A parcial, conforme já indicado pelo nome, libera o fiel, em parte, da pena temporal devida pelos pecados. Já a plenária apaga totalmente essas penas. As indulgências são lucradas pelos fiéis devidamente dispostos e em “certas e determinadas condições” (cf. Cân. 993).

A Santa Madre Igreja, por meio do Concílio de Trento, ensina-nos que as penas devidas aos pecados cometidos não devem ser consideradas como uma espécie de vingança infligida por Deus, senão uma consequência da própria natureza do pecado. Ela ensina ainda que “o cristão deve esforçar-se por aceitar, como uma graça, essas penas temporais do pecado, suportando pacientemente os sofrimentos e as provações de toda a espécie” (cf. CIC 1473).

Alguns apontamentos dados pelo Código de Direito Canônico
Da parte dos que podem conceder as indulgências, o Código de Direito Canônico, no cânon 995, afirma que nenhuma autoridade inferior ao Romano Pontífice pode conferir a outrem o poder de conceder indulgências, ou seja, somente a autoridade suprema da Igreja e aqueles aos quais receberam a autorização expressa do Romano Pontífice podem conferir indulgências.

Com relação àqueles que lucram nas indulgências, o cânon 996 estabelece que, para alguém lucrar indulgências, deve ter a intenção de ganhá-las. Além disso, cumprir as obras prescritas no tempo estabelecido e do modo devido. Assim, é de extrema necessidade a compreensão de que essa prática não deve ser cumprida numa perspectiva meramente mecânica. O fiel, ao cumprir a obra indulgenciada, deve trazer consigo um profundo amor a Deus e uma real aversão ao pecado. Sem isso, não se ganha a indulgência. Assim como o Sacramento da Penitência, as indulgências não possuem a finalidade de alívio da consciência, caso contrário, pode se tornar abuso.

De modo geral, o Código de Direito Canônico salienta que o fiel pode lucrar indulgência para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos (cf. Cân. 994). Para alguém ser capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça (cf. Cân. 996).

Para concluir, gostaria de incentivar você ao aprofundamento dos temas caros à Igreja. Com relação ao assunto “indulgência”, além do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canônico, sugiro a leitura da Constituição Apostólica “Indulgentiarum Doctrina”, do Papa Paulo VI e a Exortação Apostólica pós-sinodal “Reconciliatio Et Paenitentia” de São João Paulo II. Todos esses documentos podem ser encontrados no site do Vaticano em língua portuguesa.

Canção Nova

Quaresma, Semana Santa, Páscoa: núcleo da espiritualidade cristã

Estão, mais uma vez, no itinerário de nosso viver em Cristo, a Quaresma, Campanha da fraternidade, Semana Santa e Páscoa. Talvez o convívio social rotineiro não favoreça o desejável envolvimento espiritual. Mas o povo, fiel ao Deus de Jesus Cristo, vive suas tradições na fé com piedade e convicções. Igrejas lotadas. Cerimônias e procissões concorridas. A Sexta-feira Santa é sempre marcante, a despeito das reclamações hostis do “estado laico” e dos acomodados na indiferença, descrença ou no consumismo do feriadão. O direito constitucional ampara manifestações religiosas públicas. A procissão do Senhor Morto espraia-se nas ruas. A Semana Santa resgata, todos os anos, também no calendário civil, a espiritualidade cristã, que vem forjando a história brasileira.

Junto ao Cristo, o servo sofredor, profetizado por Isaías, a imagem de Nossa Senhora das Dores projeta a figura exemplar daquela mulher bíblica, a nova Eva, ao lado do novo Adão, na via humilde da fé e da confiança em Deus. A agonia e morte de Jesus, a descida do cadáver da cruz, seu sepultamento às pressas, os três dias no túmulo exigiram de Maria o auge da entrega a Deus. Ela atingiu a plenitude do sim, que dera como noiva-donzela, em resposta ao misterioso anúncio do Arcanjo Gabriel. Quando teve a revelação particular em Nazaré, Maria foi sócia única de Deus gerando o Verbo em seu seio virginal. Aos pés da cruz, foi sócia na solidão extrema de Jesus. Acolhendo o cadáver dele em seu regaço, a mãe chegou ao máximo grau de solidariedade com a missão do Filho, ambos em obediência ao Projeto do Senhor. Mulher bíblica da salvação, nova Eva, Maria viveu, no sim do Calvário e na soledade, após o enterro de Jesus, a expulsão do paraíso. A espada de dor rasgou seu coração; o sim da fé o curou!

Com seu auxílio maternal, a Semana Santa nos dá a chance de confrontar os aspectos éticos perturbadores da convivência moderna com os valores do Evangelho. Como vivemos? Estamos interessados em atualizar a história e acolher os frutos de nossa salvação em Cristo? Atualizar significa fazer valer, avaliar a importância real da vida espiritual em relação às demais ocupações e tarefas do dia a dia. Ressuscitar com ele! A Campanha da Fraternidade nos ajuda a concretizar isso com o tema: Fraternidade e Políticas Públicas. Toca em feridas coletivas: por que o Brasil convive, historicamente, com tantas carências de bens e serviços básicos indispensáveis à vida, à cidadania, à democracia? Qual é o sentido de se falar em justiça social?

Maria, a discípula primeira, encontrou na peregrinação da fé a suprema razão de viver e é ícone de uma igreja-solidária. Igreja que passa das dores às alegrias da Páscoa do Senhor. Aleluia!

Jornal Santuário - A12.com

O que a Doutrina Social da Igreja nos ensina sobre Políticas Públicas?

“É claro que o Estado é uma obra da natureza e que o homem é por natureza um ser que forma o Estado” (Aristóteles)


É assim que o DOCAT (Doutrina Social da Igreja Católica para a Juventude) começa seu oitavo capítulo, intitulado “Poder e Moral: a comunidade política”. E foi exatamente nessas páginas do documento que fomos buscar mais conteúdo para nos ajudar a entender a Campanha da Fraternidade 2019.

A primeira coisa importantíssima de ressaltarmos sobre o tema “Fraternidade e Políticas Públicas” é que a ideia não é falar sobre política partidária, mas sim sobre programas e ações desenvolvidos pelo Estado que devem garantir os direitos da população previstos pela Lei.

E o que isso tem a ver com a Igreja? Tudo! Em sua Doutrina Social, a Igreja se diz “perita em humanidade”. Então, se o homem é naturalmente um “ser político”, como diz Aristóteles, a Igreja também se preocupa com essa sua condição.

Segundo a pergunta 197 do DOCAT:

Para os cristãos, o “Estado” vem sempre depois da pessoa, ou seja, da comunidade de pessoas que hoje designamos como “sociedade civil”. Em primeiro lugar, o homem encontra-se a si mesmo e a sua dignidade na relação com Deus, depois realiza-se na relação com os seus semelhantes (relação social). Estas duas dimensões estão intimamente relacionadas entre si. Em todo o caso, deve vir em primeiro lugar o direito da pessoa, a seguir a sociedade e, finalmente, a organização política do Estado.

O escritor romano ainda da Era Antiga, Marco Túlio Cícero, certa vez disse que “o serviço do Estado deve ser feito em benefício daqueles que o confiaram e não daqueles aos quais foi confiado” (DOCAT, pág. 186).

Mas não é bem isso que vemos por aí, não é verdade? Porque se assim o fosse, provavelmente teríamos políticas públicas mais assertivas. Por isso, o DOCAT apresenta pra gente a visão da Igreja sobre o que seria o Estado ideal:

Apesar da primazia da pessoa, não se pode passar sem o Estado. Ele tem um sentido subsidiário – por tanto, cuja finalidade é ajudar –, mas é indispensável para criar e garantir ordem na sociedade. (...) O seu instrumento mais importante é o direito. Sem reduzir de um modo arbitrário, ou mais ou menos do que o necessário, a liberdade das pessoas, o Estado de direito cria um regulamento geral que está ao serviço do bem-estar público. Idealmente, o Estado é o espaço mais seguro no qual a pessoa pode desenvolver-se livremente (DOCAT, pergunta 198).

Bem, se você acha que ainda estamos longe de conquistar este Estado ideal, você entendeu o porquê de a CNBB ter escolhido Políticas Públicas como tema para a Campanha da Fraternidade 2019. Mas o que podemos fazer?

Segundo o Texto-Base da CF 2019, “faz-se necessário estimular os jovens a adquirirem mais conhecimentos sobre a elaboração das Políticas Públicas e sobre a participação nesse processo, assumindo seu papel na sociedade” (parágrafo 101).

O DOCAT lembra que “na Antiguidade, era uma questão de honra interessar-se pelas coisas públicas como se fossem próprias” (pergunta 195). Hoje, perdemos esse gosto e, talvez, até a esperança. Mas, não é por acaso que a Campanha da Fraternidade tem início na Quaresma, que é um tempo que nos convida à conversão e à mudança de vida.

Ou seja, fica aí o convite pra você e seu grupo de jovens, de Crisma ou amigos, a procurarem se inteirar mais das políticas públicas de sua cidade e promoverem ações que gerem um maior protagonismo jovem na sociedade.

Jovens de Maria - A12.com