quarta-feira, 18 de março de 2020

CNBB convida fiéis a rezarem o terço em momento de oração contra o avanço do novo coronavírus

Diante da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em comunhão com o Papa Francisco no compromisso de intensificar as orações neste período, une-se ao Brasil convocando a todos para um momento de oração a ser realizado nesta quarta-feira (18), às 15h30.

Na ocasião, a presidência da CNBB, juntamente com religiosos e leigos convidados, rezarão o Terço da Esperança e da Solidariedade, que será transmitido em todas as televisões de inspiração católica do país, emissoras de rádio, pela página da Conferência no Facebook e no Youtube.

A iniciativa, principalmente em momentos delicados e difíceis como este, busca elevar os corações ao Deus da Vida, no acolhimento de sua Palavra, fortalecendo a fé, a esperança e a união. Conscientes ainda, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, tema da Campanha da Fraternidade deste ano, a intenção de oração do terço é dedicada também, além das vítimas, aos profissionais que incansavelmente trabalham por uma solução.

No vídeo, que será transmitido em todas as emissoras de inspiração católica, cada membro da presidência da CNBB reza um mistério do terço.

Festa do Padroeiro 2020 é cancelada

Devido ao avanço da transmissão do novo coronavírus (Covid-19), seguido de orientações de órgãos sanitários das esferas federal, estadual e municipal, como também da Diocese de Campos, a Paróquia São Francisco de Paula comunica o cancelamento da programação da Festa do Padroeiro 2020. Serão mantidas somente celebrações litúrgicas, no dia dois de abril, dia de São Francisco de Paula.

O novenário começaria na próxima terça-feira (24), terminando no dia primeiro de abril. Neste ano, os festejos durariam 12 dias e a programação já estava definida com a prefeitura, que apoia a festa. Entretanto, a prudência e o contexto de saúde mundial prevaleceram.

No dia dois de abril, ocorrerão quatro Santas Missas Solenes, em horários distintos — 8h, 10h, 17h e 19h. As celebrações ocorrerão em um palco, na Praça São Francisco de Paula, para evitar aglomerações. A paróquia pede para que, na ocasião, os fieis mantenham entre si a distância mínima de dois metros, sugerida pelas autoridades sanitárias, e sigam as demais orientações do bispo diocesano, divulgadas em nossas redes sociais.

A paróquia agradece a todos os fiéis que já estavam empenhados em prol do novenário e festa. O bispo diocesano, Dom Roberto Francisco, sugere aos fiéis que durante o período em que seria realizado o novenário se coloquem, cada um de sua respectiva residência, em oração pela situação mundial.

Por fim, rogamos a intercessão de nosso padroeiro para que a normalidade se restabeleça o quanto antes. Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, cubra-nos com seu manto e proteja nossas famílias.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Papa: Deus ajude as famílias a reencontrar verdadeiros afetos neste tempo difícil


Na Missa na Casa Santa Marta, Francisco continua rezando pelos doentes e dirige um novo pensamento às famílias nesta situação caracterizada pela doença do coronavírus. Na homilia ressalta a necessidade de acolher a simplicidade de Deus para não cair na soberba


O Papa Francisco celebra a missa via streaming da Casa Santa Marta também esta semana para manifestar a sua proximidade aos fiéis que não podem participar da Eucaristia devido à emergência coronavírus. Na manhã desta segunda-feira (16), introduzindo a celebração, continuou rezando pelos doentes e as famílias.

“Continuemos rezando pelos doentes. Penso nas famílias, fechadas em casa, as crianças que não vão à escola, os pais que talvez não possam sair; alguns estarão em quarentena. Que o Senhor os ajude a descobrir novos modos, novas expressões de amor, de convivência nesta nova situação. É uma ocasião bela para reencontrar os verdadeiros afetos com uma criatividade na família. Rezemos pela família, para que as relações na família neste momento floresçam sempre para o bem.”

Na homilia, Francisco comentou as leituras do dia, extraídas do segundo Livro dos Reis (2 Re 5, 1-15) e do Evangelho de Lucas (Lc 4, 24-30). A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

Em ambos os textos que hoje a Liturgia nos leva a meditar, há uma atitude que chama a atenção, uma atitude humana, mas não de bom espírito: a indignação. Este povo de Nazaré começou a ouvir Jesus, gostava de como Ele falava, mas depois alguém disse: “Mas este aí estudou em qual universidade? Este é o filho de Maria e José, este é o carpinteiro! O que vem nos dizer?” E o povo se indignou. Entram nesta indignação. E essa indignação os leva à violência. E aquele Jesus que admiravam no início da pregação é lançado fora da cidade, para jogá-lo do alto do monte. Também Naamã, que era um homem bom, inclusive aberto à fé, mas quando o profeta lhe manda banhar-se no Jordão, se indigna. Mas como é possível? “Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infectado e me curaria da lepra. Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo? E, voltando-se, retirou-se encolerizado”. Com indignação.

Também em Nazaré há pessoas boas; mas o que há por trás destas boas pessoas que as leva a essa atitude de indignação? E em Nazaré pior: a violência. Quer as pessoas da Sinagoga de Nazaré, quer Naamã pensavam que Deus se manifestasse somente no extraordinário, nas coisas fora do comum; que Deus não podia agir nas coisas comuns da vida, na simplicidade. Indignavam-se do simples. Eles se indignavam, desprezavam as coisas simples. E o nosso Deus nos faz entender que ele age sempre na simplicidade: na simplicidade, na casa de Nazaré, na simplicidade do trabalho de todos os dias, na simplicidade da oração... As coisas simples. Ao invés, o espírito mundano nos leva à vaidade, às aparências e ambas acabam na violência: Naamã era muito educado, mas bate a porta diante do profeta e vai embora. A violência, um gesto de violência. O povo da sinagoga começa a esquentar-se, a esquentar-se, e toma a decisão de assassinar Jesus, mas inconscientemente, e o expulsam para jogá-lo do monte abaixo. A indignação é uma tentação feia que leva à violência.

Dias atrás, me mostraram num celular, um vídeo da porta de um prédio em quarentena. Havia uma pessoa, um senhor jovem, que queria sair. E o guarda lhe disse que não podia. E ele reagiu com socos, com uma indignação, com um desprezo. “Mas quem é você, ‘negro’, para impedir que eu saia?” A indignação é a atitude dos soberbos, mas dos soberbos pobres, dos soberbos com uma pobreza de espírito feia, dos soberbos que vivem somente com a ilusão de ser mais do que aquilo que são. É uma estratificação espiritual, o povo que se indigna: aliás, muitas vezes essa gente precisa indignar-se, indignar-se para se sentir pessoa.

Isso pode acontecer também conosco: “o escândalo farisaico”, chamam-no os teólogos, escandalizar-me de coisas que são a simplicidade de Deus, a simplicidade dos pobres, a simplicidade dos cristãos como, para dizer: “Mas isso não é Deus. Não, não. O nosso deus é mais culto, é mais sábio, é mais importante. Deus não pode agir nesta simplicidade”. E sempre a indignação leva-o à violência; quer à violência física, quer à violência das fofocas, que mata como a violência física.

Pensemos nessas duas passagens: a indignação do povo na sinagoga de Nazaré e a indignação de Naamã, porque não entendiam a simplicidade do nosso Deus.

Coronavírus: CNBB pede observação irrestrita às orientações médico-sanitárias

Em decorrência do complexo quadro de pandemia da CONAVID-19 (coronavírus) no mundo e em território brasileiro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu dia 14 de março a mensagem: “Tempos de Esperança e Solidariedade”. No documento, organizado em 7 parágrafos, a presidência da CNBB informa que as indicações práticas de cuidado estão sendo emitidas em cada diocese, considerado e respeitando a realidade. A mensagem recomenda atenção e consideração irrestrita às orientações dos especialistas de saúde e autoridades competentes.

A mensagem reconhece que algumas restrições mexem com o jeito dos católicos conviver e celebrar, contudo pede que as orientações sanitárias e de saúde sejam acolhidas como uma contribuição tendo em vista o bem de todos. O tempo, segundo o documento, é de intensificar a oração, elevando os corações ao Deus da vida, no acolhimento de sua Palavra e por uma vivência de renúncias neste tempo Quaresmal.

Em tempos de celebração da Campanha da Fraternidade 2020, cujo tema é “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema fala do cuidado, a presidência da CNBB pede disciplina e obediência às orientações e decisões para o “nosso bem”. Conheça a íntegra do documento abaixo.

Tempos de esperança e solidariedade
Tudo posso naquele me fortalece! (Fp 4,13)

1. Diante do complexo quadro gerado pela pandemia do coronavírus, a CNBB manifesta sua palavra de esperança e de solidariedade. As indicações práticas estão sendo emitidas em cada diocese, considerando e respeitando a realidade. Recomendamos atenção e consideração irrestrita dos especialistas de saúde e autoridades competentes. As indicações sobre o modo como celebrar a fé cabem aos bispos em cada diocese. Todas as normas visam à proteção das pessoas, buscando evitar a contaminação e preservar a vida.

2. Os cuidados com higienização pessoal e do ambiente, bem como o evitar aglomerações são regras que precisam ser seguidas por todos, com irrestrita atenção e cuidados, a partir da própria consciência, regida pelo bom senso e pela fraternidade.

3. Por isso, é importante que essas orientações sejam acolhidas como uma contribuição em vista do bem de todos. Elas requerem ser acompanhadas de muita oração elevando nossos corações ao Deus da Vida, no acolhimento de sua Palavra e por uma vivência de renúncias neste tempo quaresmal. Em momentos difíceis e delicados como este, mais fortes devem ser nossa fé, esperança e união.

4. Algumas restrições mexem com o nosso jeito de conviver e celebrar, pois somos um povo que traz em si o desejo de sempre estar juntos, tanto nos momentos alegres quanto tristes. Conscientes de que as restrições ao convívio não durarão para sempre, aprendamos, a valorizar a fraternidade. Aproveitemos para pensar nos inúmeros outros modos em que a vida de pessoas, povos e do planeta vem sendo agredida. Tornemo-nos ainda mais desejosos de, passada a pandemia, podermos estar juntos, celebrando a vida, a saúde, a concórdia e a paz.

5. Não temamos manifestar a solidariedade e a esperança. Superemos a indiferença. Façamos isso, porém, de modo prudente e em consonância com as orientações sanitárias. São muitos os recursos tecnológicos ao nosso dispor atualmente. Eles podem ajudar a suprir a distância física nesse período de cautela.

6. Tenhamos igual firmeza para discernir informações, desconsiderando notícias falsas, que se alastram com facilidade. Seu desejo é o de nos enfraquecer e abater. Não hesitemos, portanto, em buscar sempre a verdade das informações. Evitemos que o medo nos torne mais vulneráveis. Deus nunca nos abandona e, nos momentos mais difíceis, nós o podemos sentir ainda mais próximo em seu amor e sua paz.

7. Por fim, fazendo cada um a sua parte nessa grande empreitada, que é de todos, não deixemos de rezar pelo mundo inteiro, em especial pelas vítimas e pelos profissionais que incansavelmente trabalham por uma solução. Sejamos disciplinados, obedeçamos às orientações e decisões para nosso bem, e não nos falte o discernimento sábio para cancelamentos e orientações que preservem a vida como compromisso com nosso dom mais precioso.

Brasília-DF, 14 de março de 2020

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte-MG
Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima-RR
2º Vice-Presidente

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre-RS
1º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro- RJ
Secretário-Geral da CNBB

segunda-feira, 9 de março de 2020

Ser testemunha de Cristo é um dom, não podemos nos furtar, diz Papa

Papa rezou o Angelus da Biblioteca do Palácio Apostólico; oração foi transmitida ao vivo


Um Angelus “um pouco estranho” em tempo de coronavírus: o Papa fez sua tradicional alocução dominical não da janela do Palácio Apostólico, mas na Biblioteca, “enjaulado”, como disse Francisco logo no início da transmissão.

Os telões na Praça São Pedro mostraram ao vivo este momento, com a presença de algumas centenas de fiéis. A medida foi tomada, como explicou o Pontífice, o para evitar aglomerações que, neste período, podem favorecer a transmissão do vírus. 

Dimensão ultraterrena de Jesus
Sem os aplausos e a interação dos fiéis, o Pontífice comentou o Evangelho deste segundo Domingo da Quaresma (cfr Mt 17,1-9), que apresenta a narração da Transfiguração de Jesus.

Cristo toma consigo Pedro, Tiago e João e os leva para uma alta montanha, símbolo da proximidade com Deus, para abri-los a uma compreensão mais plena do mistério da sua pessoa. Jesus diz a eles dos sofrimentos, da morte e da ressurreição que o aguardavam, mas os discípulos não conseguiam aceitar aquela perspectiva. Por isso, já no topo da montanha, Jesus se imergiu em oração e se transfigurou diante dos três: “o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (v. 2). 

Através do evento maravilhoso da Transfiguração, explicou o Papa, os três discípulos são chamados a reconhecer em Jesus o Filho de Deus. “Assim, eles avançam no conhecimento do seu Mestre, dando-se conta que o aspecto humano não expressa toda a sua realidade; aos olhos deles, é revelada a dimensão ultraterrena e divina de Jesus.” 

E os discípulos são convidados a ouvi-lo e segui-lo. 

Os desígnios de amor
Francisco destacou que, em meio ao grupo dos Doze, Jesus escolhe Pedro, Tiago e João. Reserva a eles o privilégio de assistir à transfiguração, “não porque eram os mais santos”. E mesmo assim, na hora da provação, Pedro o renegará; e os dois irmãos Tiago e João pedirão para ter os primeiros lugares no seu reino.

O Papa recordou que Jesus não escolhe segundo os nossos critérios, mas segundo o seu desenho de amor. “Trata-se de uma escolha gratuita, incondicionada, uma iniciativa livre, uma amizade divina que não pede nada em troca.” 

E assim como chamou aqueles três discípulos, também hoje chama algumas pessoas para que estejam próximas a Ele, para poder testemunhar. 

“Ser testemunhas é um dom que não merecemos: nos sentimos inadequados, mas não podemos nos furtar com a desculpa da nossa incapacidade.” 

Testemunhar é um dom do Espírito
Não estivemos no monte Tabor, prosseguiu Francisco, não vimos com os nossos olhos o rosto de Jesus brilhar como o sol. Todavia, também a nós foi entregue a Palavra da salvação, foi doada a fé. Também a nós Jesus diz: “Levantai-vos e não tenhais medo”.

“Neste mundo, marcado pelo egoísmo e pela avidez, a luz de Deus está ofuscada pelas preocupações do cotidiano. Dizemos com frequência: não tenho tempo para rezar, não sou capaz de realizar um serviço na paróquia, de responder aos pedidos dos outros… Mas não devemos nos esquecer que o Batismo que recebemos faz de nós testemunhas, não pela nossa capacidade, mas pelo dom do Espírito.” 

O Papa concluiu pedindo a intercessão da Virgem Maria para que, no tempo propício da Quaresma, nos dê a docilidade ao Espírito, que é “indispensável para nos encaminhar de maneira resoluta no caminho da conversão”. 

VaticanNews / Canção Nova

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Diocese faz recomendação para a prevenção do Coronavírus em Igrejas

O bispo diocesano de Campos, Dom Roberto Francisco, divulgou nesta sexta-feira (28), normas e recomendações a serem observadas nas igrejas da Diocese de Campos. De acordo com a nota, considerando o mundo uma aldeia global e que a nossa região tem aumentado relacionamentos comerciais, culturais e financeiros com os países afetados pela epidemia do Coronavírus. Inclusive que a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de arqui/dioceses tomaram medidas de proteção e cautela, e a Pastoral da Saúde e o próprio Ministério da Saúde oferecem orientações preventivas. 

A Diocese de Campos atendendo que a vida é dom e compromisso, que deve ser protegida e preservada, defendendo a saúde integral de todas as pessoas, decide compartilhar algumas recomendações aos párocos, quase párocos, reitores, administradores paroquiais, MEDCs e agentes da Pastoral da Saúde:

1. Oferecer junto a pia de água-benta ou perto da porta das Igrejas álcool para procedimentos assépticos;
2. Comunhão na mão de preferência;
3. A oração do Pai Nosso sem mãos dadas;
4. A saudação da paz, sem ósculo ou abraço, substituída ou por uma reverência ou gesto com a cabeça, ou oração e silêncio interior desejando a paz.
5. Higienização das mãos com álcool antes de distribuir a comunhão para ministros.
6. Respeito às normas hospitalares de higiene e cautela em ocasiões de visitas ou atendimentos.

Ao final da nota, Dom Roberto reforça que o importante é a observância motivada pela caridade fraterna, como um sinal de valorização da vida e da solidariedade, vencendo a ameaça e riscos deste vírus perigoso, mostrando a responsabilidade e a compaixão para com todas as pessoas.

Diocese de Campos

Bispo Emérito de Campos se recupera após cirurgia


O Bispo Emérito de Campos, Dom Roberto Gomes Guimarães, 82 anos, passou por uma cirurgia na tarde de quarta-feira (26), no Hospital da Unimed, em Campos dos Goytacazes, para a retirada de um coagulo no cérebro e passa bem. A equipe médica resolveu antecipar o procedimento cirúrgico que estava marcado para sexta-feira (28). Dom Roberto Guimarães está internado na Unidade Hospitalar, desde o dia 21, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Permaneceu lúcido e sem sequelas.


Irmã Rosa, do Instituto Nossa Senhora do Bom Conselho, informou que a antecipação do procedimento cirúrgico foi decidida após avaliação do quadro clínico do paciente com pressão arterial e taxas de glicose controladas.

— Continuemos unidos em oração para que tudo continue caminhando de forma positiva e que Dom Roberto retorne, o quanto antes, ao nosso convívio. Deus seja louvado por tudo, e que Maria Santíssima, nossa Mãe, continue a zelar e interceder pelo nosso amado pastor, disse.

História de Vida – Dom Roberto Gomes Guimarães é o sexto Bispo da Diocese de Campos. Iniciou seu episcopado em 1996 e se tornou Emérito em 2011. Tem uma presença muito importante no Seminário Diocesano, onde era professor, e nas comunidades paroquiais. Seu legado é reconhecido na Diocese de Campos pela reconciliação do clero e a criação da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey.

– Ele é muito importante neste processo de pacificação de nossa Diocese e uma presença espiritual muito presente no Seminário e nas comunidades e nós o amamos. Então nossa relação e nosso vínculo é por isso rezamos pela sua pronta e imediata recuperação, destaca Dom Roberto Francisco.

Diocese de Campos / Pascom

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

No Ângelus, Papa Francisco passa tarefa de casa: recordar data do batizado

No dia em que a Igreja celebrou a festa do Batismo do Senhor, o Papa Francisco convidou os presentes na Praça São Pedro, durante a tradicional oração do Ângelus, a cumprirem uma tarefa de casa: recordar a data do batizado. Na sequência, festejar no coração esta data todos os anos, também como “um dever de justiça para com o Senhor, que tem sido tão bom conosco”.

“No Batismo, o Espírito Santo veio para permanecer em nós. Por isso é importante saber qual é data do meu Batismo. Nós sabemos qual é a data do nosso nascimento, mas nem sempre sabemos a data do nosso Batismo”, afirmou o Papa.

Batizado de crianças
Francisco iniciou a oração recordando a celebração do batismo de 32 crianças, ainda na manhã deste domingo, 12 de janeiro, na Capela Sistina. “Mais uma vez tive a alegria de batizar algumas crianças na hodierna Festa do Batismo do Senhor”.

Deus é Santo, seus caminhos não são os nossos
O Pontífice ressaltou que a liturgia deste ano propõe o evento do batismo de Jesus narrado pelo Evangelho segundo São Mateus (3,13-17). O evangelista descreve o diálogo entre Jesus, que pede o batismo, e João Batista, que quer negar-se a fazê-lo e observa: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?”

O Santo Padre observou que esta decisão de Jesus surpreende o Batista: “de fato, o Messias não precisa ser purificado; é Ele, ao invés, que purifica. Mas Deus é o Santo, seus caminhos não são os nossos, e Jesus é o Caminho de Deus, um caminho imprevisível”, ressaltou.

Jesus veio superar a distância entre o homem e Deus
João havia declarado que entre ele e Jesus existia uma distância abissal, insuperável. “Eu não sou digno nem ao menos de tirar-lhe as sandálias” (Mt 3,11), dissera. “Mas o Filho de Deus – continuou o Papa – veio justamente para superar a distância entre o homem e Deus. Se Jesus é totalmente da parte de Deus, é também totalmente da parte do homem, e reúne aquilo que estava dividido”.

Por isso, explicou Francisco, Jesus replica a João: “Deixa estar por enquanto, pois assim nos convém cumprir toda a justiça”.

Solidariedade com o homem frágil e pecador
“O Messias pede para ser batizado, a fim de que se cumpra toda justiça, isto é, se realize o desígnio do Pai que passa pelo caminho da obediência filial e da solidariedade com o homem frágil e pecador. É o caminho da humildade e da plena proximidade de Deus a seus filhos.”

O Pontífice observou que também o profeta Isaias anuncia a justiça do Servo de Deus, que realiza a sua missão no mundo com um estilo contrário ao espírito mundano: “Ele não clamará, não levantará a voz, não fará ouvir a sua voz nas ruas, não quebrará a cana rachada, não apagará a mecha bruxuleante” (42,2-3). Em seguida, o Pontífice acrescentou:

“É a atitude da mansidão, da simplicidade, do respeito, da moderação e do não fazer alarde, que se requer também hoje aos discípulos do Senhor. Na ação missionária a comunidade cristã é chamada a ir ao encontro dos outros sempre propondo e não impondo, dando testemunho, partilhando a vida concreta das pessoas.”

Testemunhar e anunciar o amor sem limites de Deus
Assim que Jesus foi batizado no rio Jordão, os céus se abriram e desceu sobre Ele o Espírito Santo como uma pomba, enquanto do alto ressoou uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem coloquei a minha complacência”, frisou o Papa citando a passagem de Mt 3,17.

“Na festa do Batismo de Jesus redescobrimos o nosso Batismo. Como Jesus é o Filho amado do Pai, também nós renascido da água e do Espírito Santo sabemos ser filhos amados, objeto da complacência de Deus, irmãos de tantos outros irmãos, investidos de uma grande missão para testemunhar e anunciar a todos os homens o amor sem limites do Pai.”

Na saudação aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, após a oração mariana, o Pontífice saudou, entre outros, os jovens do Movimento dos Focolarinos provenientes do Brasil, Colômbia, Paraguai e Coreia, vindos a Roma para um curso de formação no contexto dos cem anos do nascimento da Serva de Deus Chiara Lubich.

Vatican News / CNBB

Assembleia Paroquial no próximo dia 25

Palestra da Assembleia Paroquial 2016
A Paróquia São Francisco de Paula promoverá no próximo dia 25, às 8h, a Assembleia Paroquial. O evento abordará mais uma vez o tema da Campanha da Fraternidade (CF) e será realizada na Igreja Matriz. 

Neste ano, a temática proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para o período quaresmal será “Fraternidade e vida: dom e compromisso” com o lema  “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34).

A assembleia é voltada para toda comunidade paroquial, especialmente Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, coroinhas, cerimoniários e coordenadores de pastorais e movimentos. Ela contará com a participação do bispo Dom Roberto Francisco e do pároco padre Lucas Mendes. 

A palestra a partir do tema da CF será ministrada pela doutoranda em Ciência Política, Roberta Carvalho.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Papa Francisco: quem ama a Deus e não ama o irmão é mentiroso

Amar e como amar: o Papa Francisco dedicou a este tema a homilia, inspirado pela Primeira Carta do Apóstolo João

A primeira leitura desta sexta-feira (10), extraída da Primeira Carta de João, fala do amor e a este tema o Papa dedicou a sua homilia ao celebrar a missa na capela da Casa Santa Marta. O apóstolo, afirmou, entendeu o que é o amor, o experimentou, e entrando no coração de Jesus, entendeu como se manifestou. A sua carta nos diz, portanto, como se ama e como fomos amados.

Deus nos amou por primeiro
O Pontífice definiu como “claras” duas de suas afirmações. A primeira é o fundamento do amor: “Nós amamos Deus porque Ele nos amou por primeiro”. O início do amor vem Dele. “Eu começo a amar, ou posso começar a amar, porque sei que Ele me amou por primeiro”, afirmou o Papa, que prosseguiu: “Se Ele não nos tivesse amado, certamente nós não poderíamos amar”.

Se uma criança recém-nascida, de poucos dias, pudesse falar, certamente explicaria esta realidade: “Sinto-me amada pelos pais”. E aquilo que os pais fazem com o filho, Deus fez conosco: nos amou por primeiro. E isso faz nascer e crescer a nossa capacidade de amar. Esta é uma definição clara do amor: nós podemos amar a Deus porque Ele nos amou por primeiro.

Quem ama a Deus e o odeia o irmão é mentiroso
A segunda afirmação “sem meias palavras” do apóstolo é esta: “Se alguém diz que ama a Deus, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso”. João não diz que é um mal-educado ou que errou, mas que é um mentiroso, notou o Papa, e também nós devemos aprender isto:

Eu amo a Deus, rezo, entro em êxtase e tudo… e depois descarto os outros, odeio os outros ou não os amo, simplesmente, ou sou indiferente aos outros… Não diz “você errou”, mas “você é mentiroso”. E esta palavra na Bíblia é clara, porque ser mentiroso é justamente o modo de ser do diabo: é o Grande Mentiroso, nos diz o Novo Testamento, é o pai da mentira. Esta é a definição de Satanás que a Bíblia nos dá. E se você diz amar a Deus e odeia o seu irmão, você está do outro lado: é um mentiroso. Nisto não há concessões. 

Muitos podem encontrar justificativas para não amar, alguém pode dizer: "Eu não odeio, Padre, mas existem tantas pessoas que fazem mal para mim ou que não posso aceitar porque são mal-educadas ou rudes". E o Papa comenta sublinhando a concretude do amor indicado por João quando escreve: “Aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê” e afirma: "Se você não é capaz de amar as pessoas, dos mais próximos aos mais distantes com quem convive, você não pode nos dizer que ama a Deus: você é um mentiroso."

O amor é concreto e cotidiano
Mas não há somente o sentimento, o ódio, pode existir o desejo de não "se envolver" nas coisas dos outros. Mas isso não está certo, porque o amor "se expressa praticando o bem":

Se uma pessoa diz: "Eu, para estar bem limpo, só bebo água destilada": você morrerá! Porque isso não serve para a vida. O verdadeiro amor não é água destilada: é água todos os dias, com os problemas, com os afetos, com os amores e com os ódios, mas é isso. Amar a concretude, o amor concreto: não é um amor de laboratório. Isso nos ensina o apóstolo, com essas definições assim tão claras. Mas existe uma maneira de não amar a Deus e de não amar o próximo um pouco escondido, o que é indiferença. "Não, eu não quero isso: eu quero água destilada. Eu não me envolvo com o problema dos outros." Você deve, para ajudar, para rezar.

O Papa Francisco cita então uma expressão de São Alberto Hurtado, que dizia: "É bom não fazer o mal; mas é mal não fazer o bem”. O verdadeiro amor "deve levar a praticar o bem (...), a sujar as mãos nas obras de amor". Não é fácil, mas por esse caminho de fé existe a possibilidade de vencer o mundo, a mentalidade do mundo que "nos impede de amar."

Através do caminho da fé vencemos o mundo
Este é o caminho – afirma ainda o Papa - “aqui não entram os indiferentes, aqueles que lavam as mãos dos problemas, aqueles que não querem envolver-se nos problemas para ajudar, para fazer o bem; não entram os falsos místicos, aqueles com o coração destilado como a água, que dizem amar a Deus, mas não amam o próximo", e conclui: "Que o Senhor nos ensine estas verdades: a segurança de termos sido amados por primeiro e a coragem de amar os irmãos".

VaticanNews

Papa apela aos EUA e ao Irã para manterem o diálogo e o autocontrole no respeito à legalidade

A crise entre Estados Unidos e Irã, as queimadas na Austrália, o impasse na Venezuela, a proteção do meio ambiente: todos os temas candentes da atualidade estiveram presentes num dos discursos mais aguardados do ano do Papa Francisco, isto é, ao corpo diplomático. Na Sala Regia, estavam presentes os embaixadores dos 183 países com os quais a Santa Sé mantém relações diplomáticas, entre os quais o Brasil.

A longa e minuciosa análise do Pontífice partiu da palavra esperança: “Infelizmente, o novo ano aparece-nos constelado não tanto de sinais encorajadores, como sobretudo duma intensificação de tensões e violências. É precisamente à luz destas circunstâncias que não podemos cessar de esperar. E esperar exige coragem”.

“Renovo o meu apelo a todas as partes interessadas para que evitem um agravamento do conflito e mantenham acesa a chama do diálogo e do autocontrole”: este foi um dos trechos mais incisivos do discurso do Papa Francisco ao corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé.

América
A partir daí, o Papa lembrou cada uma de suas viagens apostólicas em 2019 para passar em resenha todos os continentes, começando pela América. No Panamá, em janeiro, ele visitou o país por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

A primeira lembrança de Francisco, porém, foi a de jovens abusados por membros do clero. “Trata-se de crimes que ofendem a Deus, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a vida de comunidades inteiras.” O Papa reiterou o compromisso da Igreja em debelar esta chaga e os esforços que vem fazendo, como, por exemplo, o encontro realizado em fevereiro com os presidentes de todas as Conferências Episcopais. E olhando para o futuro, citou o evento marcado para o próximo mês de maio, para um novo pacto educativo global.

Falar dos jovens é falar ainda do protagonismo que assumiram recentemente na defesa do meio ambiente. A esse ponto, o Papa recordou o Sínodo Amazônico, realizado no Vaticano em outubro passado. “O Sínodo foi um evento essencialmente eclesial”, afirmou, mas “não podia eximir-se de abordar outras temáticas – a começar pela ecologia integral – que dizem respeito à própria vida daquela região tão vasta e importante para todo o mundo, uma vez que a floresta amazónica é um ‘coração biológico’ para a terra cada vez mais ameaçada”.

Ainda no continente americano, Francisco mencionou explicitamente a Venezuela e criticou as polarizações ideológicas, fazendo a seguinte análise: “Em geral, os conflitos da região americana, embora possuindo raízes diferentes, são irmanados pelas profundas desigualdades, as injustiças e uma endêmica corrupção, bem como pelas várias formas de pobreza que ofendem a dignidade das pessoas. Por isso, os líderes políticos esforcem-se por restabelecer, urgentemente, uma cultura do diálogo em prol do bem comum e por fortalecer as instituições democráticas e promover o respeito pelo estado de direito, a fim de prevenir deslizes antidemocráticos, populistas e extremistas.”

Oriente Médio
Ao falar da viagem ao Marrocos e aos Emirados Árabes Unidos, ocasião em que assinou o Documento sobre a Fraternidade Humana com o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, o Pontífice enquadrou uma das situações mais explosivas do planeta: o Oriente Médio e a península arábica. Síria, Iêmen, Líbia, Israel e Palestina foram citados, mas a atenção de Francisco se concentrou sobre o que aconteceu recentemente no Iraque:

“Particularmente preocupantes são os sinais que chegam de toda a região, após a recrudescência da tensão entre o Irã e os Estados Unidos que se arrisca, antes de tudo, a colocar a dura prova o lento processo de reconstrução do Iraque, bem como a criar as bases dum conflito de mais vasta escala que todos quereríamos poder esconjurar. Por isso, renovo o meu apelo a todas as partes interessadas para que evitem um agravamento do conflito e mantenham «acesa a chama do diálogo e do autocontrole», no pleno respeito da legalidade internacional.”

Europa
Depois, foi a vez da Europa e as viagens à Bulgária, Macedônia do Norte e Romênia. O Papa não esqueceu dos migrantes e refugiados, constatando que o Mediterrâneo permanece um grande cemitério. Falou das tensões no Cáucaso, nos Bálcãs e na Ucrânia e citou uma série de datas comemorativas: os 45 anos da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), os 70 anos do Conselho Europeu, os 30 anos da queda do Muro de Berlim:

“O Muro de Berlim permanece emblemático duma cultura da divisão que afasta as pessoas umas das outras e abre caminho ao extremismo e à violência. Vemo-lo sempre mais na linguagem de ódio amplamente usada na internet e nos meios de comunicação social. Às barreiras do ódio, preferimos as pontes da reconciliação e da solidariedade.”

Outro fato que mereceu uma menção por parte de Francisco foi o incêndio que destruiu a Catedral de Notre Dame, em Paris, que “mostrou como é frágil e fácil destruir até o que parece sólido” e trouxe à tona o tema dos valores históricos e culturais da Europa. “Num contexto onde faltam valores de referência, torna-se mais fácil encontrar elementos de divisão que de coesão.”

África
A África ganhou destaque ao fazer memória de suas viagens a Moçambique, Madagascar e Maurício, ressaltando os sinais de paz e de reconciliação. Todavia, o Papa manifestou o seu pesar pela violência e atos de terrorismo em Burkina Faso, Camarões, Mali, Níger, Nigéria, República Centro-Africana e Sudão, inclusive com cristãos pagando com a vida a sua fidelidade ao Evangelho. E mais uma vez manifestou publicamente seu desejo de visitar o Sudão do Sul este ano.

Por fim, a viagem à Tailândia e Japão. A atenção se concentrou sobre o testemunho dos hibakusha, isto é, os sobreviventes aos bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki. Francisco voltou a repetir que o uso das armas atômicas é imoral e que é possível e necessário livrar-se desses armamentos.

Austrália
A última nação citada pelo Pontífice foi a Austrália, que vem sofrendo com os incêndios nos últimos meses. Ao povo australiano, especialmente às vítimas e a quantos vivem nas regiões atingidas pelos fogos, desejo certificá-los da minha proximidade e oração.”

Além de se debruçar sobre situações inerentes aos países, o Papa recordou ainda os 75 anos da Organização das Nações Unidas, cujo serviço até aqui foi um “sucesso”, especialmente para evitar outra guerra mundial, mas que hoje necessita de uma reforma geral para torná-la ainda mais eficaz.

Mulheres
Outra data que inspirou o Pontífice foram os 500 anos da morte do artista italiano Rafael Sanzio, que tinha como um de seus temas preferidos retratar Nossa Senhora. E lembrou que a Igreja celebra em 2020 os 70 anos da proclamação dogmática da Assunção da Virgem Maria ao Céu.

“Com o olhar posto em Maria, desejo dirigir uma saudação particular a todas as mulheres, 25 anos depois da IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher, realizada em Pequim no ano de 1995, com votos de que em todo o mundo se reconheça cada vez mais o precioso papel das mulheres na sociedade e cessem todas as formas de injustiça, desigualdade e violência contra elas.”

Francisco recordou que “toda a violência infligida à mulher é profanação de Deus”, “um crime que destrói a harmonia, a poesia e a beleza que Deus quis dar ao mundo”.

Diplomacia
A justiça e a paz, finalizou o Pontífice, serão totalmente restabelecidas no final do caminhar terreno. Até lá, a diplomacia é a tentativa humana – “imperfeita, mas sempre preciosa” – para se alcançar esses frutos. “Com este compromisso, renovo a todos vocês, queridos Embaixadores e ilustres convidados aqui reunidos, e aos seus países, os meus votos cordiais de um novo ano cheio de esperança e repleto de bênçãos.”

VaticanNews / CNBB

Datas móveis do calendário católico foram apresentadas durante Celebrações da Epifania do Senhor

No domingo da Solenidade da Epifania do Senhor, a Igreja fez, em todo o Brasil, o anúncio das Solenidades Móveis de todo o ano de 2020. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou no Diretório da Liturgia o calendário com as datas das celebrações. Confira abaixo o texto do anúncio:


2020 – ANO A (São Mateus) 
Anúncio das Solenidades Móveis de 2020

Irmãos caríssimos,

A glória do Senhor manifestou-se e sempre há de manifestar-se no meio de nós até a sua vinda no fim dos tempos.

Nos ritmos e nas vicissitudes do tempo recordamos e vivemos os mistérios da salvação.

O centro de todo o ano litúrgico é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, que culminará no Domingo de Páscoa, este ano a 12 de abril.

Em cada Domingo, Páscoa semanal, a Santa Igreja torna presente este grande acontecimento, no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte.

Da celebração da Páscoa do Senhor derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico:

as Cinzas, início da Quaresma, a 26 de fevereiro;

a Ascensão do Senhor, a 24 de maio;

Pentecostes, a 31 de maio;

o primeiro Domingo do Advento, a 29 de novembro.

Também nas festas da Santa Mãe de Deus, dos Apóstolos, dos Santos e na Comemoração dos Fiéis Defuntos, a Igreja peregrina sobre a terra proclama a Páscoa do Senhor.

A Cristo, que era, que é e que há de vir, Senhor do tempo e da história, louvor e glória pelos séculos dos séculos.

Amém.

Confira as datas de outras solenidades:

Epifania do Senhor – 5 de janeiro

Batismo do Senhor – 12 de janeiro

São José, esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, padroeiro da Igreja Universal – 19 de maio

Anunciação do Senhor – 25 de março

Santíssima Trindade (domingo) – 7 de junho

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – 11 de junho

Sagrado Coração de Jesus – 19 de junho

Natividade de São João Batista – 24 de junho

São Pedro e São Paulo (domingo) – 28 de junho

Assunção de Nossa Senhora – 16 de agosto

Nossa Senhora da Conceição Aparecida – 12 de outubro

Todos os Santos (domingo) – 1º de novembro

Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo (domingo) – 22 de novembro

Imaculada Conceição de Nossa Senhora – 8 de dezembro

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo – 25 de dezembro

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Na Epifania do Senhor, a Igreja recorda a visita e os presentes dos Santos Reis magos a Jesus

Celebra-se em 6 de Janeiro o Dia de Santos Reis, ou ainda Dia de Reis, que também é conhecido como a Epifania do Senhor ou Festa de Reis. Neste dia, voltam-se todas as orações para celebração da visita dos Magos que viajaram muito para prestar homenagem, adoração e amor ao Menino Jesus. E, por isso, trouxeram-lhe presentes cheios de significados: ouro, incenso e mirra. Tudo isso é narrado por Mateus no Novo Testamento da Bíblia. Segundo a tradição cristã, confirmada por São Beda, o nome dos três magos eram: Melquior, Gaspar e Baltazar.

Em artigo divulgado  em 6 de janeiro, o arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira, fala do sentido desta data. Segundo ele, os magos foram do oriente a Belém, conduzidos pela estrela de sua busca da verdade. “Levaram o que tinham de melhor, a adoração àquele que é Deus, o respeito ao que é Rei e a homenagem ao que é tão humano que viria a passar pelo sofrimento e pela morte”, disse.

Dom Taveira destacou que os magos passaram por estradas abertas pelo deserto, parecidas com aquelas que foram sonhadas no exílio pelo Povo de Deus. “As intempéries do clima não lhes impediram a busca da meta. Em Jerusalém, encontraram, de um lado, uma leitura das antigas profecias, mas estas cercadas de interesses outros, que depois se revelaram na sanha assassina de Herodes e seus asseclas”, relatou.

Apesar das dificuldades, dom Taveira descreveu que a estrela abriu caminhos aos magos, “até porque foram também eles feitos para Deus e não poderiam acalmar sua busca enquanto não encontrassem o Rei que havia nascido”.

Em Belém, segundo dom Taveira, os magos encontraram portas abertas e aberturas de uma tenda de gente pobre. “Depararam com uma cena presente em todos os povos, desde que o mundo é mundo: pai, mãe, criança no colo! Não havia bloqueios, nem recepcionistas, nem condições prévias, para adentrarem àquele palácio real inusitado. Tudo era sóbrio e simples, nenhuma coisa supérflua, a cena adequada para a oração, o respeito e a troca de presentes”.

Homens ricos vindos de longe se agregaram aos primeiros que tinham ouvido anjos cantando, pobres pastores dos arredores da pequena vila de Belém, que agora revela sua vocação: “E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um príncipe que será o pastor do meu povo, Israel” (Mt 2,6). Dom Taveira escreveu que os magos voltaram às suas casas contentes com o serviço da estrela e com o encontro vivido, passando por outros e novos caminhos, só por Deus conhecidos. “Levaram seus alforjes vazios de riquezas, mas cheios de vida e de fé”, disse.

CNBB

Papa: adorar é um gesto de amor que muda a vida

“Quando adoramos permitimos a Jesus que nos cure e transforme; adorando, damos ao Senhor a possibilidade de nos transformar com o seu amor, iluminar as nossas trevas, dar-nos força na fraqueza e coragem nas provações”. O Papa Francisco falou sobre a “adoração” na sua homilia do Dia de Reis na Missa celebrada na Basílica de São Pedro

Na Solenidade da Epifania do Senhor, no dia seis, o Papa Francisco celebrou a missa na Basílica de São Pedro. Durante a sua homilia, destacou a “adoração” recordando-a como a intenção dos Reis Magos ao seguirem a estrela no Oriente. Adorar era o objetivo do percurso dos Reis, a meta do seu caminho. Para sublinhar a importância da adoração o Papa recordou: “Se perdermos o sentido da adoração, falta-nos o sentido de marcha da vida cristã, que é um caminho rumo ao Senhor, e não a nós”, e em seguida esclarece o risco falando de personagens “incapazes de adorar”. E cita Herodes, que usa o verbo ‘adorar’, mas de maneira falaciosa, porque pede aos Magos que o informem do local onde encontrarem o Menino, enquanto que na realidade ele queria livrar-se dele. E o Papa afirma:

Adorar a Deus para não adorar-se a si mesmo
“Que nos ensina isto? Que o homem, quando não adora a Deus, é levado a adorar-se a si mesmo; e a própria vida cristã, sem adorar o Senhor, pode tornar-se uma forma educada de se louvar a si mesmo e a sua habilidade. É um risco sério: servir-se de Deus, em vez de servir a Deus”

Francisco explica a importância da adoração a Deus e como se pode chegar a isso:

“Quando se adora, apercebemo-nos de que a fé não se reduz a um belo conjunto de doutrinas, mas é a relação com uma Pessoa viva, que devemos amar. É permanecendo face a face com Jesus que conhecemos o seu rosto”

Não basta ter boas ideias e conhecimentos teóricos aprofundados, esclarece, “é preciso colocá-Lo em primeiro lugar, como faz um namorado com a pessoa amada. Assim deve ser a Igreja: uma adoradora enamorada de Jesus, seu esposo”.

Descobrir a adoração
E faz um apelo a todos: “Ao principiar este ano, descubramos de novo a adoração como exigência da fé. Se soubermos ajoelhar diante de Jesus, venceremos a tentação de olhar apenas aos nossos interesses. De fato, adorar é fazer o êxodo da maior escravidão: a escravidão de si mesmo”.

“Quando adoramos – recorda o Papa - permitimos a Jesus que nos cure e transforme; adorando, damos ao Senhor a possibilidade de nos transformar com o seu amor, iluminar as nossas trevas, dar-nos força na fraqueza e coragem nas provações”

E por fim recorda “Adorar é ir ao essencial: é o caminho para se desintoxicar de tantas coisas inúteis, de dependências que anestesiam o coração e estonteiam a mente”.

E seguida o Papa Francisco pondera:

“Adorar é um gesto de amor que muda a vida. É fazer como os Magos: levar ao Senhor o ouro, para Lhe dizer que nada é mais precioso do que Ele; oferecer-Lhe o incenso, para Lhe dizer que só com Ele se eleva para o alto a nossa vida; apresentar-Lhe a mirra como promessa a Jesus de que socorreremos o próximo marginalizado e sofredor, porque nele está o Senhor”

Conclui sua homilia propondo uma reflexão: “Sou um cristão adorador? A pergunta impõe-se-nos, pois muitos cristãos que rezam, não sabem adorar. Encontremos momentos para a adoração ao longo do nosso dia e criemos espaço para a adoração nas nossas comunidades”.

VaticanNews

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Presépio: “sinal admirável” para falar à nossa vida

A Carta Apostólica de Francisco sobre o significado do Presépio é um convite à simplicidade e um apelo a seguir pelo caminho da humildade e do despojamento que parte da manjedoura de Belém.

No domingo dia 1 de dezembro, I Domingo do Advento, o Papa Francisco assinou e apresentou a Carta Apostólica “Admirabile Signum”, “Sinal Admirável”, sobre o significado e valor do Presépio. Fê-lo em Greccio, na região do Lazio, na província de Rieti, a cerca de 100 quilómetros de Roma, no local onde, segundo a tradição, S. Francisco animou a representação da natividade a 25 de dezembro de 1223.

Efetivamente, foi nesse ano que S. Francisco de Assis decidiu celebrar a Missa de forma diferente, numa gruta na floresta de Greccio. O santo transportou para essa gruta um boi, um burro, feno e imagens do Menino Jesus, da Virgem Maria e de S. José.

Na sua Carta Apostólica, Francisco assinala que quer “apoiar a tradição bonita” das famílias cristãs que preparam o Presépio “nos dias que antecedem o Natal”. Um costume que Francisco deseja “redescobrir e revitalizar”.

Lugar onde os animais comem
O Papa recorda as palavras do evangelista Lucas que nos relata “alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém” destacando que Maria o “envolveu em panos e recostou numa manjedoura”. “Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio” – frisa Francisco.

“Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer” – sublinha o Santo Padre dizendo que “a palha” foi a “primeira enxerga” de Jesus.

“A mente leva-nos a Greccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve S. Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga tradição, se conservam precisamente as tábuas da manjedoura” – refere o Papa.

Na sua Carta sobre o significado do Presépio, o Santo Padre escreve com pormenor, citando as “Fontes Franciscanas”, o que “aconteceu em Greccio” assinalando que na “representação do Natal”, daquele dia 25 de dezembro, as pessoas que a viram “manifestaram uma alegria indescritível”. O Papa escreve que Francisco de Assis “celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a Eucaristia”.

Tocar a pobreza
“Com a simplicidade daquele sinal, S. Francisco realizou uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Greccio torna-se um refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo silêncio” – refere o Papa salientando que o Presépio “manifesta a ternura de Deus”.

“Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado” – declara o Santo Padre.

Para o Papa, o Presépio é “um convite” a “tocar” a “pobreza” que o “Filho de Deus” “escolheu para Si mesmo”. Torna-se num “apelo” para “seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz”. Um caminho para ser vivido no serviço dos “irmãos e irmãs mais necessitados” – afirma.

Luz e novidade
O Papa refere na sua Carta Apostólica as figuras e os “vários sinais do Presépio” para “apreendermos o significado”. Desde logo, “o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite”. Precisamente, na noite que, por vezes, “envolve a nossa vida”. “Deus não nos deixa sozinhos”, mas a sua “proximidade traz luz onde há escuridão”.

As paisagens são também um sinal referido por Francisco, em particular, “as ruínas de casas e palácios antigos” que se tornam “habitação da Sagrada Família” em algumas representações. Estes cenários demonstram que “Jesus é a novidade no meio dum mundo velho” ao qual “veio para curar” a “nossa vida e o mundo”.

Pastores, humildade e coração
Destaque do Papa para a presença dos pastores no Presépio que são “os mais humildes” e os “mais pobres” que se põem a caminho rumo a Jesus, enquanto “tanta gente ocupada” não o faz.

Sinal importante no Presépio, para o Santo Padre, são também algumas figuras de “mendigos e pessoas que não conhecem outra abundância a não ser a do coração”.

“No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua proximidade” – escreve o Papa sublinhando ainda que no Presépio há espaço para “toda a criatura”.

Maria e José
Na gruta do Presépio relevo essencial para “as figuras de Maria e de José”. “Maria é uma mãe que contempla o seu Menino” – frisa Francisco acentuando que a “sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado”. Em Maria “vemos a Mãe de Deus” que “pede a todos que obedeçam” à Sua palavra.

S. José por sua vez assume uma “atitude de quem protege o Menino e sua mãe” – refere o Santo Padre. “É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família” que será “o primeiro educador de Jesus, na sua infância e adolescência”. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em prática – sublinha o Papa.

Um Menino nos nossos braços
“O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços” – declara Francisco salientando que na sua “fragilidade” Jesus “esconde o seu poder”.

O Papa assinala que Deus renuncia “à sua glória para Se fazer homem como nós” e destaca a surpresa de vermos Deus que adota “os nossos próprios comportamentos” num Menino Jesus que “dorme, mama ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças”.

Francisco recorda ainda a figura dos Reis Magos que partem “de muito longe para chegar a Cristo” e visitam o Menino Jesus com “grande alegria” sem se escandalizarem com a “pobreza do ambiente”. Colocam-se mesmo “de joelhos” pois “compreendem que Deus” “guia o curso da história, derrubando os poderosos e exaltando os humildes”. E fazem “refletir sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador” – escreve o Papa.

A Carta Apostólica de Francisco “Sinal Admirável” sobre o significado do Presépio sublinha que o que conta no Presépio é que ele “fale à nossa vida” e nos leve a transmitir a fé.

“A partir da infância e, depois, em cada idade da vida, educa-nos para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós, sentir e acreditar que Deus está connosco e nós estamos com Ele, todos filhos e irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem Maria” – escreve o Papa.

VaticanNews